2016: O ano da moda Unissex

zara

Coleção Ungendered da Zara, exemplo de moda Unissex

O ano de 2016, na moda, começou com o comentado ensaio de Jaden Smtih, filho de Will e Jada Pinkett Smith, para a, então, nova linha feminina da Louis Vuitton, trajando uma saia. Em entrevista à revista inglesa British GQ Style, Jaden foi enfático “Eu estou dizendo que eu nunca vi uma distinção. Eu não vejo roupas de homem e roupas de mulher. Eu vejo pessoas assustadas e pessoas confortáveis.”

jaden-smith-louis

Jaden Smtih, durante campanha da Louis Vuitton. (Foto: Instagram)

Aos 17 anos de idade, o ator carrega um discurso que não começou neste século. Desde a ascensão de Coco Chanel, e a criação das primeiras calças femininas, em meados de 1920, a moda unisex entrou de vez para as discussões que tocam as esferas de gênero e moda.

Este ano já é considerado o ano de celebração dessa tendência de não distinguir o gênero das roupas. Neste 2016, a badalada estilista inglesa, Vivienne Westwood, lançou uma coleção completamente adepta da moda unissex, entretanto, como está a adesão das pessoas nessa versatilidade, quando o assunto é a roupa do dia-a-dia?

Atingidas diretamente pelos grandes influenciadores, as lojas de fast-fashion já se renderam a este movimento, como o caso da espanhola Zara, e da holandesa C&A. Esta última com uma comentada – e ainda polêmica – coleção intitulada Tudo Lindo e Misturado.

fernanda-consultora-de-imagem-1

Fernanda Moraes, consultora de imagem

Apesar desse cenário progressista, Fernanda Moraes, da empresa Fernanda e Fernanda Consultoria de Imagem, lembra que “Quando pensamos no cenário brasileiro, ainda estamos distantes de ter, realmente, uma nova era de consumo sem gênero. Pelo próprio contexto histórico do país. No entanto, temos grandes talentos na moda que acredito que logo colocarão em ‘cheque’ essa questão. Um bom exemplo é o Alexandre Herchcovitch.”

É inquestionável o caráter questionador da moda de gênero fluído – como é chamada. Fernanda Moraes completa que “A moda unisex ou sem gênero é o resultado de um processo evolutivo da moda. Esse movimento uni homens e mulheres modernos em um mesmo patamar de consumo. Porém, acredito que o ponto positivo dessa evolução é o debate que cria sobre as antigas categorizações entre homens e mulheres.”

Os 17 anos de Jaden Smith provam que a chave da transgressão de gênero está na geração “Z”, ou seja, daquelas e daqueles que nasceram ao final da década de 1990, e é sobre esse momento que trata Fernanda Moraes, ao afirmar que “a porta de entrada para essa revolução serão os jovens, que, influenciados por exemplos estrangeiros e os atuais debates sobre gênero, já se mostram receptivos a essa nova possibilidade.”

 

 

Veja o vídeo da campanha Tudo Lindo e Misturado (C&A):

Comentários