Acidente Vascular Cerebral, com o Neurocirurgião Francisco Azeredo Bastos

O Acidente Vascular Cerebral acontece quando há um entupimento (AVC Isquêmico) ou o rompimento dos vasos (AVC Hemorrágico) que levam sangue ao cérebro. Consequentemente, acontece a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada.

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Acidente Vascular Cerebral

O fluxo sanguíneo que nutre e oxigena todas as células do corpo deve fluir sem obstáculos. Milhões de pessoas têm problemas arteriais que comprometem o caminho do sangue. A seguir, o Neurocirurgião Francisco Bastos, do staff do Hospital Santa Mônica é o nosso convidado para responder a uma série de questões importantes sobre esse mal que, na maioria dos casos, quando não mata, deixa sequelas que podem ser terríveis. Confira:

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Dr. Francisco Bastos, Neurocirurgião, CRM – GO 4243

Aurélia Guilherme – O que faz uma pessoa desenvolver os riscos de um AVC?

Dr. Francisco Bastos – Os principais fatores de riscos do Acidente Vascular Cerebral são: hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, obesidade (dislipidemias), sedentarismo e idade.

Aurélia Guilherme – Os homens estão mais susceptíveis ao problema?

Dr. Francisco Bastos – Quando falamos de Acidente Vascular Cerebral isquêmico, há uma leve predominância dos homens sobre as mulheres. Mas, se falarmos por exemplo de AVC hemorrágico secundário à ruptura de aneurisma, essa relação se inverte na proporção de duas mulheres para cada homem.

Aurélia Guilherme – Qual a relação entre o AVC, que é uma doença dos vasos sanguíneos e o estresse, que leva uma descarga de adrenalina no corpo?

Dr. Francisco BastosO estresse é um dos vários fatores de riscos envolvidos na gênese do Acidente Vascular Cerebral.

Aurélia Guilherme – Quais as razões de pessoas jovens e até crianças sofrerem um AVC?

Dr. Francisco Bastos – O AVC, tanto isquêmico, quanto hemorrágico, são bem mais raros em crianças e jovens e, geralmente estão relacionados à fatores genéticos, tais como: malformações congênitas dos vasos cerebrais (aneurisma e malformação arteriovenosa), doenças cardíacas, alterações reumatológicas e hematológicas. Em particular, nos mais jovens, podemos relacionar os casos também ao uso de drogas e algumas medicações, como por exemplo, o uso do anticoncepcional oral.


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Aurélia Guilherme – Algumas pessoas sofrem vários AVCs de pequena proporção e sequer percebem. O que isso representa em longo prazo, principalmente com relação às sequelas?

Dr. Francisco Bastos – Mesmo os pequenos AVCs podem ser desastrosos e causar sequelas graves. No entanto, existem pacientes que sofrem múltiplos AVCs em áreas “teoricamente” não eloquentes. Porém, ao longo do tempo, muitas funções neurológicas, como por exemplo: a fala, a memória, o raciocínio, o aprendizado, podendo inclusive, levar à demência.

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Foto: reprodução

Aurélia Guilherme – Existem sinais ou algum exame que possa alertar sobre esses pequenos AVCs?

Dr. Francisco Bastos – Os sinais que alertam para um AVC são: paralisias e fraquezas de membros e face, alteração da fala, distúrbios visuais, deficit cognitivo, confusão mental e outros. Diante de qualquer uma dessas alterações, deve-se chamar imediatamente o SAMU ou serviço médico de urgência. As primeiras horas são determinantes para implementação do tratamento adequado, diminuindo os riscos de sequelas.

Aurélia Guilherme – Hábitos alimentares previnem um AVC?

Dr. Francisco Bastos – Hábitos alimentares saudáveis são fundamentais para se controlar os fatores de riscos do AVC.

Aurélia Guilherme – Ouvi dizer que o consumo de álcool pode até prevenir um AVC. Qual a relação entre o consumo moderado e excessivo de álcool e os vasos sanguíneos?

Dr. Francisco Bastos – O uso do álcool não é recomendado para prevenir AVC. Seu uso excessivo pode predispor a eventos hemorrágicos.

Aurélia Guilherme – Há como evitar as sequelas de um AVC?

Dr. Francisco Bastos – Em primeiro lugar, devemos evitar que o AVC ocorra, atuando preventivamente nos fatores de riscos, como o controle da hipertensão arterial, diabetes, não fumar, não consumir álcool em excesso, manter uma atividade física regular e evitar estresse.

Aurélia Guilherme – Pode – se ter mais de um AVC na vida?

Dr. Francisco Bastos – Sim, claro. Um evento anterior pode aumentar a chance de um novo episódio de AVC.

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