Alergias e o clima seco, com a Alergista e Imunologista Lorena Diniz

 Alergias e o clima seco

Basta o vento parar de soprar , em um clima mais seco, para os microorganismos já se espalharem pelo ar. As alergias, principalmente as respiratórias, vêm com tudo, naqueles que têm maior predisposição ao problema. A história se repete em todos os anos.  Pedimos nossa consultora em Alergia e Imunologia – Lorena Diniz, para nos falar sobre os efeitos do clima no trato respiratórios:
 Alergias e o clima seco, com a Alergista e Imunologista Lorena Diniz
 
Alergias e o clima seco – Goiânia é uma linda cidade, com boa qualidade de vida, isso não se discute. Porém, de Junho à Novembro, o clima quente e seco nos deixa vulneráveis a todo tipo de microorganismo e alérgenos que transitam pelo ar. Crises de alergias respiratórias se intensificam, um sofrimento para os mais sensíveis. Em entrevista em seu consultório, a alergista e imunologista Lorena Diniz fala sobre como nos defender e prevenir as crises nesse clima quente e seco:

Aurélia Guilherme  – Que efeitos esse tipo de clima provoca nas pessoas?

Dra. Lorena Diniz – As mudanças climáticas influenciam nas doenças respiratórias alérgicas. São frequentes a asma, a rinite, as rinossinusites, a conjutivite alérgica, a dermatite atópica, através da dispersão e da quantidade de pólens, fungos, aeroalérgenos. O problema piora porque essa época do ano não há vento. O ar frio ou seco pode reduzir o fluxo sanguíneo da mucosa nasal, aumentando assim a resistência ao fluxo aéreo durante a respiração. Isso faz diminuir a frequência dos batimentos ciliares, que são como vassourinhas que ficam no nariz. Os batimentos ciliares têm a função de expulsar esses aeroalérgenos, esses poluentes que entram junto à nossa respiração.

Além disso, há um estímulo a uma resposta broncocontrictora dos pulmões. Há uma indução a uma crise de asma e pode também estimular os receptores de dor, induzindo a uma inflamação, aumentando a tonicidade do muco que recobre o epitélio do trato respiratório. A mucosa nasal também se torna dolorida no trato respiratório, pelo ressecamento de muco.

A falta de chuva agrava a situação por diminuir ainda mais a dispersão dessas partículas no ar, aumentando as chances de aeroalérgenos na atmosfera.

Alergias e o clima seco, com a Alergista e Imunologista Lorena Diniz

Dra. Lorena Diniz – Alergista e Imunologista, CRM – GO 10999

Boa Vida – Quem são as pessoas mais prejudicadas por esse clima? 

Dra. Lorena Diniz – As pessoas mais prejudicadas são as crianças, pois elas têm as vias aéreas de menor calibre. Com isso, qualquer muco e secreção que se instale e não consiga sair, por conta da obstrução da passagem, vai provocar maiores sintomas nesse período.

Além das crianças, os idosos também sofrem mais nessa época do ano. Com a idade, acontece um ressecamento natural desse muco, causado pelo próprio metabolismo biológico. Os idosos têm maior dificuldade de extravasar líquidos, isso leva a um ressecamento maior. Portanto, idade, metabolismo alterado e o clima seco podem atingir em cheio as pessoas acima de 60 anos de idade.

Boa Vida – Quais as receitinhas caseiras eficientes para amenizar as consequências do clima seco?

Dra. Lorena Diniz – Para amenizar os efeitos desses transtornos é importante haver uma hidratação de dentro para fora. Beber muita água, sucos e leite. Além disso, deve-se hidratar as mucosas com soro fisiológico e medicamentos tópicos nasais, com a devida orientação médica. O ambiente deve conter toalhas molhadas ou umidificadores. Costumo orientar meus pacientes a evitar locais fechados e a preferir lugares com sombras, perto de lagos, com atmosfera mais úmida.

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