Apneia Obstrutiva do Sono, com a Otorrinolaringologista Cynthia Lima de Castro

 Apneia Obstrutiva do Sono

A Apneia Obstrutiva do Sono é um importante distúrbio noturno que altera a qualidade do sono de adultos e de crianças. Acontecem repetidas paradas respiratórias durante o sono, que  podem até colocar a vida em perigo. Três perguntas sobre o assunto para a Otorrinolaringologista Cynthia Lima De Castro:

Apneia Obstrutiva do Sono Dra. Cynthia Lima de Castro Otorrinolaringologista Goiânia

Dra. Cynthia Lima de Castro – Otorrinolaringologista, CRM – GO 8721

Boa Vida Online  – O que é Apneia Obstrutiva do Sono?

Dra. Cynthia de Castro – A Apneia Obstrutiva do Sono é um distúrbio caracterizado pela obstrução da passagem do ar pelo nariz ou pela boca durante o sono, com perda parcial da respiração durante as crises, dificultando o fluxo de oxigênio, ou com parada total da respiração, em cerca de 10 segundos, repetidas vezes a cada hora de sono. A partir de 5 paradas por hora, já consideramos que a pessoa seja portadora de Apneia Obstrutiva do Sono.

Boa Vida Online – Quais são os sinais e sintomas que a doença apresenta?

Cynthia de Castro – Muitas pessoas sequer sabem que possuem esse distúrbio. Mas é possível desconfiar, se alguns desses sinais forem evidentes, como: ronco, com paradas visíveis da respiração durante o sono e sonolência excessiva durante o dia. Além dessas características, pacientes apneicos costumam acordar com a sensação de sufocamento e, por isso, dormem mal. Em muitos casos, há ainda sudorese noturna. Pela manhã a cabeça dói, a boca está seca e é comum ter a percepção de que o sono não foi reparador. A fadiga se prolonga durante o dia, e o paciente se irrita facilmente. Outros sinais também podem ser observados, como a diminuição da libido e até a impotência sexual, bem como depressão; refluxo gastroesofágico; perda progressiva da memória e dificuldade de concentração.

Boa Vida Online – Quais os tipos de tratamento?

Cynthia de Castro – Em linhas gerais, para tratar a apneia, é preciso mudar o padrão respiratório do paciente, desobstruindo suas vias respiratórias. Quando a apneia é leve ou moderada, existem alguns aparelhos intraorais que têm a função de posicionar melhor a mandíbula, evitando a queda da língua para trás, para que o ar passe sem dificuldades.

Já nos casos mais graves, existe um tratamento considerado padrão ouro, que é o CPAP, uma máscara que se conecta a um compressor de ar, forçando a entrada de oxigênio pelas vias aéreas superiores. A pressão do ar é ajustada de acordo com o registro da polissonografia de forma bem criteriosa. Assim conseguimos aliviar os sintomas e diminuir os riscos cardíacos. Embora os resultados desse tratamento sejam excelentes, há casos em que o CPAP não funciona e a intervenção cirúrgica está indicada.

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