Asma, com a Alergista e Imunologista Lorena Diniz

Asma

Muitas pessoas devem se lembrar de uma notícia, que relatou uma tragédia na Escócia. Lydia Macdonald, morreu durante uma crise de Asma. Ela só foi encontrada dois dias depois. Seu filho Mason, praticamente um bebê, ficou sozinho ao lado do corpo da mãe. Quando os encontraram, ele chorava e dizia:”Eu não consigo acordar a mamãe”.

Asma, com a Alergista e Imunologista Lorena Diniz

O pequeno Mason tentou por dois dias acordar a mãe Lydia, morta após uma crise de Asma.

Conversamos com a doutora Lorena Diniz, especialista em Alergia e Imunologia, para compreender melhor as nuances dessa doença respiratória, que se não estiver sob controle, pode ser fatal.

Asma, com a Alergista e Imunologista Lorena Diniz

Lorena Diniz – Alergia e Imunologia – CRM – GO 10999

De acordo com a doutora Lorena Diniz, a Asma é uma doença crônica das vias aéreas. Está associada à hiperresponsividade (aumento da sensibilidade), diante de agentes irritantes. Isso pode levar a episódios recorrentes de chiado, falta de ar, aperto no peito e tosse. O problema piora à noite ou no início da manhã. “Esses episódios são uma consequência da obstrução ao fluxo aéreo intrapulmonar generalizado e variável, reversível espontaneamente ou com tratamento”, explica nossa consultora.

Desencadeadores 

A especialista revela, ainda, que a Asma pode ser alérgica ou não alérgica. Seus sintomas podem ser desencadeados por agentes irritantes inespecíficos. Fumaças, odores fortes e exercício físico, aeroalérgenos, como ácaros e fungos podem ser um gatilho para uma crise. “Também é válido ressaltar que a Asma de início recente em adultos, pode estar relacionada com exposições ocupacionais”, destaca.

Hereditariedade

Ainda segundo a doutora Lorena, se a Asma for alérgica, há forte predisposição genética. Dependendo da história familiar de atopia na família, este risco aumenta para, até 50 % de chances, se ambos os pais forem alérgicos.

Espirometria

O diagnóstico é clínico. Temos, como base, a manifestação dos sintomas típicos da asma (tosse , chiado , falta de ar e aperto no peito). “Sintomas estes, que devem ser recorrentes e podem ser confirmados através de uma espirometria. Com este exame, conseguimos mensurar a função do pulmão, os sinais de obstrução e reversibilidade após o uso de broncodilatadores”, detalha a médica.

Tratamento

Por se tratar de uma doença crônica,  a doutora Lorena explica que o tratamento é dividido em tratamento de crise e tratamento de manutenção. Mas isso dependerá do estado em que o paciente se encontra. “O tratamento baseia – se, primeiramente, no controle ambiental. Deve-se evitar o contato com alérgenos e agentes irritantes. No tratamento farmacológico, entramos com medicações específicas , muitas vezes de uso prolongado”, afirma.

Consequência da negligência do tratamento

Ainda de acordo com a especialista, se não tratada, a Asma pode levar ao remodelamento  pulmonar. As consequências são a diminuição da capacidade pulmonar. Quando o asmático não recebe tratamento adequado, aumentam a cada dia, as dificuldades da troca gasosa por obstrução dos brônquios, por maior produção de secreção. Há, também, diminuição da luz da árvore traqueobrônquica, levando o paciente a uma sensação de afogamento no seco.

A doutora Lorena Diniz faz um alerta aos portadores da doença

“Despertares noturnos pela falta de ar, necessidade do uso frequente de medicamento de resgate ( broncodilatadores ), idas à emergência, cansaço aos pequenos esforços e dificuldade de completar frases são alguns dos sinais de que a Asma está saindo do controle”!

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Asma, com a Alergista e Imunologista Lorena Diniz

Quando há inflamação dos brônquios (veja o lado direito), o inchaço e o excesso de muco, estreitam a passagem do ar. Veja a diferença entre os lados. Sem tratamento adequado, como disse a dra. Lorena Diniz, o paciente tem a sensação de que está se afogando no seco.

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