Avanços no tratamento do câncer, com o oncologista clínico Marcus Sampaio

Quando falamos dos avanços no tratamento do câncer, a notícia que mais esperamos é a descoberta da cura. A ciência pode ter mais entendimento dos fatores genéticos. Porém, quantos mecanismos externos e ambientais, envolvidos na modificação das células, ainda estão desconhecidos? Infelizmente, não há  compreensão suficiente e que possa mapear os caminhos da cura do câncer. Mas, a qualquer momento seremos surpreendidos com essa notícia.

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Avanços no tratamento do câncer: doutor Marcus Sampaio em curso de revisão em Oncologia Clínica e Hematologia da George Washington University. Um grupo de estudiosos do câncer revendo e discutindo casos da Oncologia Clínica e Hematologia

Enquanto a cura não acontece, a ciência se transforma rapidamente e, com muita eficiência. Tem conquistado cada dia mais avanços no tratamento do câncer. Há muitos profissionais interessados no aprimoramento da questão. São médicos, biólogos, geneticistas e outros profissionais. Todos investindo na imersão de estudos e trocas de informações com especialistas de diversos lugares do mundo. O oncologista clínico Marcus Sampaio (leia-se Oncovida) é um deles. Em constante aprimoramento de conhecimentos e técnicas, o doutor Marcus, no momento se encontra na capital dos EUA.  Ele participa de um curso de revisão em Oncologia Clínica e Hematologia, da George Washington University. Este é um curso que acontece anualmente. Tem por objetivo rever e discutir o que chamam de “Estado da Arte”, na área de Oncologia Clínica e Hematologia. Avanços no tratamento do câncer, com o oncologista clínico Marcus Sampaio:

Visite o blog do oncologista clínico Marcus Sampaio e se informe sobre quimioterapia e o tratamento do câncer

Casos de câncer pelo mundo

É preciso considerar a longevidade da população para compreender melhor o número de casos que surge em cada país

Avanços no tratamento do câncer

“Analisando os avanços no tratamento do câncer, há um detalhe que faz toda a diferença. É a leitura que se faz do paciente e o consequente planejamento do tratamento. Temos aqui uma observação interessante. No mundo desenvolvido o câncer ocupa as primeiras causas de morte. Já em países subdesenvolvidos, como alguns na África, ele está em 16o lugar”.

Qual a explicação? 

“Longevidade. A expectativa de vida nestes lugares está em torno dos 50 anos. Enquanto isso, nos países desenvolvidos, o homem se aproxima dos 80 anos. No Brasil, felizmente, as condições de vida, em geral, melhoraram. Estamos nos aproximando dos números dos países desenvolvidos, em termos de qualidade de vida, a despeito das grandes disparidades regionais. Sendo assim, vivemos mais e passamos e ficar expostos às doenças relacionadas à idade. São o que chamamos de doenças degenerativas, dentre elas, o câncer.

Embora aconteça em qualquer idade, câncer é uma doença que está mesmo relacionada ao envelhecimento. É fundamental aprender a lidar e considerar as situações particulares de cada paciente. Daí a importância de uma visão integrada e completa do paciente. Deve-se  considerar, não apenas os aspectos físicos, mas também sociais e psicológicos, suas expectativas e desejos.”

A guerra é árdua, mas não, impossível

“Câncer, na verdade, não representa uma doença. Apenas e sim uma coleção de doenças, com evoluções muito diferentes entre si. Para uma quantidade significativa desses casos, a cura já é uma realidade possível. No caso dos cânceres de pele, por exemplo, a grande maioria é curada com o emprego de cirurgia. Outro grupo com grande expectativa de cura é aquele com pacientes com linfomas, leucemias agudas e tumores testiculares. Para esses, a cura é um resultado possível empregando apenas quimioterapia.

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Os avanços no tratamento do câncer dependem de uma visão completa do paciente

Qualidade de vida

Outro grupo de pacientes precisa de tratamentos combinados para atingir a cura. É o caso das pacientes com cânceres de mama, intestino, pulmão, tumores ósseos, entre outros. Se a cura não é um objetivo possível ou provável, é preciso pensar no paciente de outra forma. Pensar no melhor caminho para que a qualidade de vida seja preservada da melhor forma possível. O planejamento adequado é fundamental neste caminho. Os tratamentos podem ser feitos de forma isolada ou em combinação. Portanto, é importante considerar o alcance de cada um dos tratamentos disponíveis.

Radioterapia e Quimioterapia

A radioterapia e as cirurgias são tratamentos idealmente usados em tumores localizados. Nestes buscamos destruir as células tumorais com radiação direcionada ou extirpar as células cancerígenas. De forma diferente, a quimioterapia tem efeito em todo o corpo. Isso porque, na maioria das vezes, é feita por infusão venosa ou via oral. É o que chamamos de tratamento sistêmico. Além do tumor localizado nos exames, a quimioterapia busca tratar células tumorais que possam estar em outros locais. Independente delas estarem visíveis pelos exames de imagem ou não.”

 Arsenal de combate

“Alguns tumores dependem de um estímulo hormonal para se manter e crescer. Assim, o uso de tratamentos que alteram estes hormônios – estimulando interrompendo a sua atuação – é um caminho eficiente. Chamamos esses tratamentos de hormonioterapia. Eles são muito usados para tratar câncer de mama e câncer de próstata.

Além destes, contamos hoje com tratamentos direcionados ao bloqueio de funções específicas do controle das células tumorais. São os chamados de terapia alvo. Estes tratamentos são em sua maioria via oral, com comprimidos. São muito úteis em tumores como câncer de pulmão, câncer de mama, câncer de ovário. Em comum estes tumores precisam ter uma alteração molecular específica que pode ser identificada e tratada seletivamente.

A área que tem ganhado mais evidência na oncologia nos últimos dois anos é a imunoterapia. Por muitos anos tentou-se buscar formas de fazer com que o nosso sistema imune conseguisse reconhecer os tumores. As idéias variaram desde vacinas, estimuladores inespecíficos, como interferon e interleucina. Esses tratamentos realmente têm mostrado algum resultado positivo. Porém, os melhores resultados começaram a surgir quando passamos a trabalhar para desbloquear a resposta imune contra o tumor. Resultados impressionantes já foram possíveis com essa abordagem. Embora não seja a resposta definitiva, representa mais um componente neste caminho de busca de cura para todos os pacientes.”

 
 
 
 
 
 
 

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Oncologia Clínica e Hematologia - George Washington University

Curso de revisão em Oncologia Clínica e Hematologia, da George Washington University. Evento reúne milhares de médicos, biólogos, geneticistas e outros profissionais. Todos investem na imersão de estudos e trocas de informações para obter avanços no tratamento do câncer

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