Cateterismo cardíaco, com o cardiologista hemodinamicista Raphael Freire

Apesar de tanta informação e desenvolvimento tecnológico e científico, os problemas cardíacos ainda são os maiores responsáveis por mortes no mundo. Falta a conscientização de um estilo de vida saudável e check ups regulares. Principalmente entre aqueles que já têm uma certa idade e quando se faz parte de um grupo de risco. Cateterismo cardíaco, um exame altamente tecnológico, pouco invasivo que detecta a presença de obstruções nas artérias do coração e monitora qualquer tipo de alteração das valvas e do músculo cardíaco.

Cateterismo cardíaco, com o cardiologista hemodinamicista Raphael Freire

O cateterismo abriu as possibilidades de diagnóstico e de manejo terapêutico das doenças cardíacas. Com o avanço tecnológico, surgiram as endopróteses coronárias (stents) e a cardiologia hemodinamicista ampliou ainda mais as suas possibilidades terapêuticas. Tal procedimento evita uma cirurgia de grande porte e permite recuperação mais acelerada e com menor transtorno ao paciente.

Cateterismo cardíaco

O cardiologista intervencionista Raphael Freire tem uma rotina diária de pacientes que se submetem ao Cateterismo cardíaco. Ele é um dos nossos consultores Boa Vida Online e nos traz detalhes desse procedimento:

Cateterismo cardíaco, com o cardiologista hemodinamicista Raphael Freire | Saúde | Boa Vida Online

Dr. Rafael Freire, Cardiologista hemodinamicista, CRM-GO 11866.

Aurélia Guilherme – Como funciona o Cateterismo cardíaco?

Dr. Raphael Freire – Como você disse acima, o Cateterismo cardíaco consegue nos dizer se existe alguma obstrução arterial no trajeto do sangue que irriga as células do corpo. Através do Cateterismo, sabemos a exata localização da lesão, bem como a sua gravidade. Além disso, qualquer alteração das valvas ( estenoses e insuficiências mitral e aórtica) e do músculo cardíaco (miocardiopatias) será diagnosticada. Este exame ainda é muito eficiente na verificação de doenças congênitas (defeitos no desenvolvimento do coração). Porém, há um grande número de pacientes com angina e que sofrem um infarto. Por isso, na grande maioria dos casos, o Cateterismo cardíaco é utilizado para esses casos.

Aurélia Guilherme – O senhor citou defeitos congênitos, o Cateterismo cardíaco pode ser feito em bebês?

Dr. Raphael Freire – Sim, este é um exame que pode ser feito em paciente de qualquer idade, desde os mais jovens até os mais idosos. O tipo de Cateterismo que avalia as coronárias se chama Cinecoronariografia.

Depois de ler esta entrevista, faça uma visita ao perfil do doutor Raphael Freire 

Aurélia Guilherme – E como ele é realizado?

Dr. Raphael Freire – Prepara-se  o paciente com orientações, principalmente aqueles que tomam medicação anticoagulante e hipoglicemiantes com metformina, alguns dias antes do procedimento. No dia do exame de Cateterismo cardíaco, o paciente devidamente preparado para o procedimento, recebe uma anestesia local, com leve sedação. Sem qualquer tipo de corte, um cateter é inserido por punção, no vaso sanguíneo da virilha, punho ou antebraço. O cateter tem, em sua ponta, uma câmera cardíaca que nos permite visualizar todo o trajeto, com o auxílio do contraste iodado. Depois que a lesão é tratada, retira-se o cateter e faz-se o curativo.

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As parceiras de todos os procedimentos hemodinâmicos, Laura e Zilda.

Aurélia Guilherme – Ouve-se falar eventualmente de pessoas que têm problemas de alergia ao contraste. Quais os riscos reais do contraste?

Dr. Raphael Freire – Sim, mas isso foi no passado. Na entrevista de anamnese, o paciente deve dizer se possui qualquer tipo de alegria, principalmente alergia ao iodo. Para esses, há tratamento preventivo às alergias.

E quanto aos pacientes com problemas de diabetes, insuficiência renal e aos idosos, esses devem ser bem hidratados algumas horas antes do Cateterismo cardíaco. Assim, minimiza-se os riscos aos rins.

Este é um exame de estudo profundo e detalhado para avaliar valvas cardíacas, pontes de safena, defeitos congênitos, que é feito em, no máximo, 1 hora.

Aurélia Guilherme – E o que acontece depois?

Dr. Raphael Freire – É tranquilo. Este é um procedimento pouco invasivo. Não há cortes. O paciente fica em observação por cerca de meio período. Recebe orientações específicas para ingerir bastante líquido.  Assim, elimina-se o contraste do organismo o quanto antes. Há casos adversos, com relatos de arritmia cardíaca e reações alérgicas ao contraste, mas são pouco frequentes. Reações que levam ao infarto do miocárdio e a algum acidente vascular encefálico são ainda mais raras.

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