Coma chocolate, mas com moderação!

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Dr. Sérgio Vencio, Endocrinologista, CRM-GO 6784

Unir a família para procurar ovos de Páscoa é tradição da data festiva que faz a alegria das crianças e adultos. Mas vale um alerta sobre o excesso do consumo de chocolate. Embora o doce seja rico em nutrientes, o consumo deve ser moderado porque pode provocar ganho de peso e distúrbios gastrointestinais como diarreia, náuseas e vômitos.

Segundo o Endocrinologista Sérgio Vencio, embora calórico, o chocolate saboreado com moderação faz bem para o corpo e para a mente. “Ele contém nutrientes como cálcio, fósforo, proteínas e outros minerais necessários ao organismo e é fonte de antioxidantes (especialmente o amargo), que combatem os radicais livres e ajudam a diminuir o colesterol”, explica o endocrinologista.

O especialista acrescenta que o chocolate também leva ao estímulo da produção de serotonina, o que promove bem-estar e alivia a tensão. “Porém, a ingestão em excesso atrapalha o emagrecimento e pode levar à dependência psicológica. Por isso, o consumo diário não deve ultrapassar 30 gramas ao dia”, reforça.

Cuidado redobrado

De acordo com o Endocrinologista, o famoso doce da Páscoa deve ser evitado por crianças com menos de um ano. “Em caso de abuso do doce pelas crianças pode ocorrer diarreia. Se esse for o caso, há uma necessidade de suspensão imediata do chocolate e hidratação com líquidos. No caso de desidratação, deve-se procurar um hospital”, comenta.

Maior precaução e vigilância devem ter os pais de crianças com alergia a algum dos componentes do chocolate. “Nesses casos, deve-se parar de consumir e procurar orientação médica”, observa. Sintomas como coriza, urticária, tosse seca e mal estar devem ser monitorados para alertar sobre o limite da ingestão. Aqueles que têm intolerância à lactose podem procurar ovos de chocolate amargo e meio amargo.

Dr. Sérgio Vencio indica que os diabéticos podem recorrer aos chocolates diet, sempre com a moderação em mente. “Mas o consumo deve ser bem moderado porque ele tem uma quantidade de gordura maior do que o ovo de chocolate tradicional”, alerta.

Crianças com diabetes tipo 1 devem ter uma atenção redobrada. A terapia de contagem de carboidratos permite a ingestão de açúcar, mas a pessoa tem que ser treinada pelo médico ou de preferência por uma nutricionista especializada no assunto. “O excesso de açúcar do chocolate em diabéticos tipo 1 pode induzir a um quadro conhecido como cetoacidose diabética, com altíssimas taxas de glicemia, desidratação e até eventual necessidade de internação”, diz.

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