Constrangimento X Prisão de Ventre em mulheres

 

As mulheres são mesmo seres diferentes e muito sensíveis. Estava analisando o comportamento de muitas de nós, quando precisamos ir ao banheiro fora de casa, ou quando estamos com alguém por perto, em um raio de 100 metros de distância, pelo menos. Algumas mulheres são capazes de ficar dias, até semanas, imagine, sem fazer cocô. Sei lá o que dá: vergonha, constrangimento, timidez, isso é muito cultural, fomos educadas até mesmo para mudar nossos hábitos intestinais por conta das tais “travas” que nos enfiam garganta abaixo. Felizmente, sou uma das que libertou de muitas “neuras”, mas ir ao banheiro, fora da minha total privacidade, ainda é um problema.

Soube, através de uma pesquisa do HCor que esse constrangimento está entre as principais razões para a maior incidência de prisão de ventre em mulheres. Portanto, além dos  motivos biológicos ou hormonais para o problema, o excesso de vergonha é o outro motivo, quando estamos fora de casa, no trabalho, em viagem ou quando vamos dormir na casa de amigas, namorados, ou situações semelhantes. Simplesmente, o intestino para e os hábitos diários e muito saudáveis ficam totalmente alterados. Uma amiga minha é capaz de ficar semanas sem ir ao banheiro, seu abdome fica inchado e ela sente cólicas, um horror!

Perguntei ao proctologista Jaime José sobre os danos dessa constipação “cultural” e ele me disse que, conforme a frequência dessa situação, os prejuízos de se alterar os hábitos intestinais são importantes:

Dr. Jaime José – Coloproctologista, CRM – GO 5083

“Evacuar pouco ao longo da semana acaba ressecando e endurecendo as fezes. É preciso acabar com essa bobagem de timidez e usar o banheiro, como de costume. Evitar, ao máximo, modificar os hábitos diários e que acabam provocando um quadro de constipação intestinal, com riscos de diverticulites, hemorroidas, fissuras anais e até câncer intestinal.

Além dessa bobagem feminina de ter vergonha de ir ao banheiro, a prisão de ventre é um mal frequente, principalmente, provocado pelos hormônios sexuais da mulher, que influenciam nos movimentos peristálticos. É como se o intestino ficasse preguiçoso durante os ciclos menstruais, a gravidez, a menopausa e na terceira idade. Mas, os homens também têm problemas com a constipação intestinal, só que as mulheres são em maior número. Portanto, as mudanças conscientes de comportamento podem garantir a evacuação, sem que seja necessário apelar para medicamentos.

Os laxantes naturais são os mais indicados. Portanto, abuse de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes. O intestino responde muito bem na presença de mamão, ameixa seca, semente de linhaça, gergelim, farelo de trigo, granola e outros, que podem ser consumidos com iogurte, de preferência, com lactobacilos.

É preciso entender o processo digestivo e se preocupar com as evacuações. O intestino é quase tão importante quanto o cérebro. Vamos promover uma frequência diária de seu funcionamento, observar a cor e a textura das fezes e jamais inibir o reflexo evacuatório.

Os exercícios físicos estimulam os movimentos que empurram os alimentos no caminho do tubo digestivo; A água, pelo menos dois litros por dia, evitando bebe-la junto às refeições. A água é fundamental para hidratar as fezes; Evite alimentos constipantes: farinha branca, açúcar, café, queijos, refrigerantes e outros; Acerte seu relógio intestinal; Excesso de medicamentos também leva à prisão de ventre”.

Pois bem, esse texto é para nos fazer refletir sobre as questões que nos travam o intestino. Tantas pessoas sofrem com problemas de constipação intestinal. Portanto, como tem tratado seu intestino? Se, a resposta não for positiva, reprograme-se, procure ajuda médica, se for o caso, mas cuide-se melhor. A prevenção é sempre possível e é o melhor caminho”. Até a próxima, queridos! Beijo grande!

Comentários