Corrimento Vaginal, com a Ginecologista e Obstetra Fabiana Garcia

Corrimento Vaginal tratamento doenças relacionadas

As mulheres produzem uma secreção vaginal natural, que tem como função umedecer, lubrificar e proteger a vulva. Para ser considerada normal, essa secreção deve ser clara, transparente, sem cheiro e não causar qualquer tipo de irritabilidade à região íntima. Corrimentos vaginais que fogem desse “padrão”, podem ser sinônimo de que a secreção já não é fisiológica, mas sim, indicativa de alguma doença ginecológica. Veja na entrevista a seguir, com a Ginecologista e Obstetra Fabiana Garcia:

Corrimento Vaginal Ginecologista e Obstetra Fabiana Garcia Goiânia

Dra. Fabiana Garcia, Ginecologista e Obstetra, CRM – GO 7132.

Aurélia Guilherme – Qual a diferença entre a secreção vaginal normal e o corrimento vaginal patológico?

Dra. Fabiana Garcia – Todas as secreções amareladas, esverdeadas, ou, que podem estar ou não, acompanhadas de sangramento e com odor são indicativas de infecção. A paciente costuma se sentir incomodada, com dor em baixo ventre ou durante o ato sexual, febre e ardência urinária. Na maioria das vezes, o corpo já emite sinais de que algo não vai bem, aí, com certeza, é hora de procurar o ginecologista.

Aurélia Guilherme – Fale – nos sobre os principais tipos de corrimento vaginal:

Dra. Fabiana Garcia – Vamos destacar os principais:

  • Corrimento Vaginal de cor branca, com coceira é indicativo de Candidíase. Existem vários tipos de Cândida, mas só o exame pode identificar qual o tipo e qual o melhor medicamento para combate – la. Apenas o médico pode prescrever a medicação correta. Aproveito para fazer um alerta sobre os cuidados com a auto medicação ou a prescrição de medicamentos por profissionais não médicos;
  • Corrimento Vaginal amarelado ou esverdeado, pode estar associado à bactérias. A mais comum delas é a Gardnerella Vaginalis e, o tratamento deve ser feito no casal, quando a suspeita é de infecção bacteriana, para evitar nova contaminação;

Vale ressaltar que, em tempos de facilidade de comunicação, redes sociais e WhatsApp, algumas pacientes procuram pelas consultas virtuais. Porém, o médico não tem permissão para esse tipo de consulta. Apenas o bom e velho exame físico, em alguns casos, é o suficiente para o médico fazer o diagnóstico e prescrever o tratamento. Mas, se o exame preventivo ( Papanicolau) tiver com prazo de mais de um ano, desde a última coleta, um novo exame para avaliar as condições da mucosa vaginal e do colo do útero deve ser feito, inclusive para investigar possíveis lesões de condiloma, que estejam relacionados ao HPV ou alterações na superfície do colo de útero. E, nos casos de infecção de repetição, é interessante fazer também uma cultura vaginal, em que pode se detectar, por exemplo, a Escherichia Coli, uma das bactérias mais comuns nas infecções urinárias em mulheres.

Toda mulher tem secreções vaginais. Porém, isso não significa que essa secreção seja infecção. Existe uma flora lactobacilar normal na vagina, que faz o papel de defesa da região íntima. Mas, quando secreção vaginal se apresentar com cor diferente da usual, odor incômodo, coceira leve ou intensa e lesões que se apresentaram de maneira repentina, é hora de procurar o ginecologista!”

Corrimento Vaginal

Calcinhas de algodão são grandes aliadas da saúde íntima da mulher!

Aurélia Guilherme- Como a mulher deve proceder depois das relações sexuais para evitar corrimento vaginal?

Dra. Fabiana Garcia – Após todo ato sexual, mesmo sem ejaculação, independente de serem relações hetero ou homossexuais, o casal deve se higienizar com água corrente e sabonete íntimo adequado . Principalmente, se durante o ato sexual, usarem algum objeto para aumentar o prazer, tais como: gel lubrificante, óleos e vibradores. Lembrando que, tais brinquedinhos não devem ser compartilhados e, é claro higienizados, antes e depois de usados.

Aurélia Guilherme – Dormir sem calcinha ajuda a evitar o corrimento vaginal?

Dra. Fabiana Garcia – Sim, isso pode fazer a diferença, principalmente, se a mulher não consegue, no dia a dia, usar com mais frequência saias e vestidos. Sempre aconselho a usar roupas íntimas de algodão. Também é importante não repetir roupa esporte, principalmente os shorts. Pijamas, curtos ou cumpridos, devem ser trocados diariamente, pois a umidade e as secreções vaginais acumuladas, podem ser um ponto negativo e deixar nossa saúde íntima vulnerável.

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