Cuidados com gatos – castração, emoção, temperamento… Como fazer os gatos felizes?

Adoro gatos. Eles são animais incríveis, inteligentes, independentes e limpos. Milhões de outras pessoas também amam os gatos e já são mais de 22 milhões de felinos no Brasil, segundo dados do IBGE. Portanto, eles merecem um pouco mais de conhecimento acerca de suas preferências. Cuidados com gatos, como fazê-los felizes?

Cuidados com gatos

Um ronronar, um carinho de um felino pode dizer muita coisa. Os gatos sabem se comunicar, basta prestar a atenção e se manter sensível diante de um animal de personalidade tão peculiar. Ter noção sobre cuidados com gatos é essesncial na convivência com esses fofos. Conversei com a médica veterinária Ludmilla Malta.

Cuidados com gatos - castração, emoção, temperamento... Como fazer os gatos felizes?

Dra. Ludmilla Malta – Médica Veterinária, CRMV/GO 599, com seu Sphynx. Trata-se de uma raça de gatos sem pelos originária do Canadá. Cuidados com gatos são importantes no dia a dia

Aurélia Guilherme – Cuidados com gatos. Como fazê-los felizes?

Dra. Ludmilla Malta –Na minha opinião, os gatos são felizes, quando vivem em uma casa, onde as pessoas sabem respeita-los.  É importante suprir as particularidades do comportamento felino da maneira mais adequada possível.

Os cuidados com gatos começam pelo entendimento. Os gatos não podem ser considerados  animais totalmente domesticados, como os cães. Eles preservam características dos felinos selvagens, que na natureza eram predadores e presas.

Portanto, algumas particularidades dos cuidados com gatos devem ser respeitadas para que o gatinho seja feliz.

Os gatos na natureza caçam pequenas refeições durante todo o dia. Disponibilizar uma alimentação adequada e balanceada, em pequenas quantidades durante o dia pode simular melhor a forma de alimentação do felino selvagem.

Colocar brinquedos na vasilha onde se coloca a ração, para estimular o gato a brincar e se manter ativo durante o dia também é muito positivo.

Na natureza os gatos procuram água corrente, pois elas são mais seguras em relação à contaminação. Deixar uma fonte de água disponível para o felino pode favorecer o consumo de água. As vasilhas, devem ser, de preferência, de vidro ou de porcelana e de tamanho adequado. Isso, também, estimula o consumo de água.

As vasilhas devem ser grandes o suficiente para o gato se alimentar sem encostar os bigodes nas bordas.

Manter uma estrutura com o número adequado de vasilhas sanitárias evita a eliminação de fezes e urina em locais inapropriados. O ideal é que estejam disponíveis 1 vasilha por gato e mais uma.

Nunca se deve colocar a vasilha sanitária próxima das vasilhas de alimentação.

Os gatos precisam se sentir seguros, portanto, disponibilizar locais de esconderijo, como tocas e caixas de papelão é muito importante para minimizar o estresse.

Prateleiras dispostas de maneira estratégica também são muito bem vindas pois os gatos gostam de observar o ambiente do alto.

Brincar diariamente com o gato também ajuda a mantê-lo feliz e ativo, além de prevenir a obesidade.

Por fim, manter uma rotina de visitas ao veterinário, mesmo sem sinais de doença, é importantíssimo.
Os gatos escondem muito os sinais de doença, demonstrando fraqueza, muitas vezes, com a doença bastante adiantada.

Aurélia Guilherme – Que tipo de doença, por exemplo?

Dra. Ludmilla Malta – Vou citar uma, como exemplo. Gatos com insuficiência renal crônica, muitas vezes, só apresentam sinais da doença quando já perderam mais de 75% da capacidade funcional dos rins. Se essa doença for diagnosticada precocemente com check ups de rotina, é possível retardar, ao máximo, sua progressão. Os cuidados com gatos não podem ser negligenciados.

Aurélia Guilherme – Você é a favor da castração em gatos ?

Dra. Ludmilla Malta – Sim, totalmente a favor. A castração deixa o animal mais tranquilo e menos territorial. No caso das fêmeas castradas antes do primeiro cio, a incidência de tumores de mama cai para quase zero. A piometra (infecção uterina muito comum em gatas não castradas), também é evitada com a castração.

Aurélia Guilherme – Como você acha que o dono deve proceder ao trazer novo gatinho para a casa?

Dra. Ludmilla Malta –A primeira coisa é procurar um veterinário especializado em medicina felina para receber as orientações adequadas sobre os cuidados necessários com o novo integrante da casa. Todo gato deve ser testado para 2 doenças muito comuns entre os felinos. Essas doenças são a FeLV ( leucemia viral felina) e a FIV ( aids felina). São retroviroses semelhantes à AIDS humana.

Portanto, a primeira coisa a se fazer é realmente testar para FIV/FELV. Só depois disso, colocar o novo gatinho em contato com os demais. É preciso ter certeza de que ele esteja saudável e que não apresenta risco aos outros moradores.

A introdução do gatinho deve  ser gradual. A princípio ele deve ficar isolado em um ambiente, em que o contato com os demais só seja possível por entre uma porta. Os proprietários devem passar uma toalha nos gatinhos que já moram na casa. Depois, passar a mesma toalha no novo morador, para que eles se acostumem com o cheiro uns dos outros. Aos poucos deve ser permitido contato visual entre os gatos.

Depois, deve-se permitir o contato mais próximo com os gatinhos. Porém, ainda em caixa de transporte. Colocar difusores com ferormônio felino nas tomadas pode reduzir o estresse e melhorar a aceitação entre os gatos.

Aurélia Guilherme – Qual a sua opinião sobre essa fama que os gatos têm de temperamento frio e interesseiro?

Dra. Ludmilla Malta – Acredito que essa fama é injusta e preconceituosa. Os gatos são bastante apegados aos seus donos. É claro que gostam de ser paparicados, alimentados, acariciados, mas não vejo isso como interesse. Alguns gatos são tão próximos de seus donos que adoecem quando o proprietário viaja. Isso é muito comum!

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