Depressão: doença da mente e do corpo, com a Psiquiatra Valéria Avilla

Estima – se que 400 milhões de pessoas, mundo afora, sofram com a depressão. Um mal que vai muito além da tristeza, ao ponto de desencadear, até mesmo, desordens físicas, ou ser a porta de entrada para atitudes extremas, como o suicídio, por exemplo.

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Dra. Valéria Avilla – Psiquiatra, Psicanalista e Escritora – CRM – GO 6174

Depressão

Não é fácil passar pela depressão. Essa falta de motivação para tudo, inclusive para si mesmo, pode levar um indivíduo a distorcer a realidade. Uma pessoa com depressão se sente sofredora e potencializa suas emoções de forma negativa. Convidamos a Psiquiatra Valéria Avilla para uma entrevista sobre este a depressão. Veja o que a nossa consultora em comportamento tem a dizer sobre o assunto:

Depressão: doença da mente e do corpo, com a Psiquiatra Valéria Avilla | Saúde | Boa Vida OnlineAurélia Guilherme – Tristeza, angústia, estresse são capazes de alterar negativamente o humor de qualquer um. Porém, há um limiar entre o que é passageiro e a patologia. O que é Depressão?

Dra. Valéria Avilla – A Depressão é um estado psíquico e físico. Se apresenta, não apenas como tristeza, mas também como desânimo, falta de iniciativa e falta de prazer naquilo que se gosta de fazer. Ideias de morte, de desvalia, medos exagerados e ideação suicida, inclusive, fazem parte do quadro.

Além disso, a depressão também pode vir com sintomas corporais associados. O paciente sente cansaço fácil, inapetência, dores pelo corpo, ou sintomas de doenças físicas – somatização.

Veja também o que a ajuda psiquiátrica pode fazer por quem sofre de qualquer transtorno mental, com a doutora Valéria Avilla

Aurélia Guilherme – Portanto, definitivamente, tristeza não é sinônimo de depressão?

Dra. Valéria Avilla – Não, humor depressivo sim, mas também não só humor depressivo. A tristeza é eventual, baseada em algum motivo, com perdas em geral. O humor depressivo é mais constante e surge, mesmo quando a vida do indivíduo está indo bem.

Aurélia Guilherme –  Quais são as causas da depressão?

Dra. Valéria Avilla – Medicamente falando, a depressão tem um potencial genético. No entanto, hoje sabemos que mesmo o seu perfil genético pode ser melhorado ou piorado pelo ambiente. A isso, os geneticistas chamam de fenômeno epigenético. Ou seja, a genética não é tão determinante como pensávamos. A criação, o ambiente familiar, a vida profissional e as relações interpessoais são muito importantes na saúde do paciente, assim como a boa alimentação, o sono adequado e a prática de exercícios. Psicanaliticamente, entendo que a depressão seja um presente. Pasmem! Mas, um ótimo presente. É a luz que nos alerta, quando estamos muito insatisfeitos. É o sinal de que deixamos situações e pessoas passarem por cima daquilo que valorizamos. Se tratar é mais do que curar sintomas. É o início de uma vida melhor.

Aurélia Guilherme – Ao notar os sintomas, qual profissional de saúde devo procurar?

Dra. Valéria Avilla – Algumas especialidades clínicas são capazes de identificar o problema e encaminhar os pacientes a um psiquiatra ou psicólogo. Mas é bem frequente receber pacientes vindos através de ex-pacientes, que reconhecem sintomas e já sabem qual especialista trata o assunto. É preciso saber lidar  com a medicação e evitar tratamentos curtos demais. Estes, levam a recaídas e, assim, fazem com que a  doença se cronifique. Além disso, é importante evitar a dependência a remédios, quando há uso por tempo prolongado e sem efeito curativo real.


Psicanaliticamente, entendo que a depressão seja um presente. Pasmem! Mas, um ótimo presente. É a luz de alarme que nos alerta, quando estamos muito insatisfeitos; quando deixamos situações e pessoas passarem por cima das coisas que valorizamos. Se tratar é mais, do que curar sintomas. É o início de uma vida melhor.” 


Aurélia Guilherme – Há uma faixa etária mais vulnerável à doença?

Dra. Valéria Avilla – Nos idosos, o problema é frequente, mas isso tem mudado nas últimas décadas. Depressão na infância não era tão comum há 25 anos, época da minha formatura.

Aurélia Guilherme – Como é realizado o tratamento?

Dra. Valéria Avilla – Gosto muito da associação de remédios e da psicanálise. Conseguimos usar a angústia da depressão, como combustível da análise; E, conseguimos retirar sintomas incapacitantes e de sofrimento com maior rapidez com auxílio de remédios. Fiz minha formação em psicanálise, posteriormente, justamente porque ficava insatisfeita quando  suspeitava que o paciente merecia mais do que apenas se livrar dos sintomas. Meus pacientes mereciam maior conhecimento de si mesmos, com maior autenticidade e, assim, buscar a felicidade.

Aurélia Guilherme – E quanto aos riscos de morte? 

Dra. Valéria Avilla – Sim, esse risco realmente existe quando a depressão se agrava. Há tantos casos de suicídio. Porém, a depressão também pode matar por outras doenças clínicas que vão surgindo e, ainda, por diminuir o desejo do paciente em procurar ajuda e se tratar. Geralmente, ele deixa de se cuidar bem. Toda doença começa na mente.


Depressão: doença do corpo e da mente tratamento Goiânia Psiquiatra em Goiânia Existem vários tipos de depressão, assim como cada paciente tem um perfil para usar certa medicação. Um remédio, uma mesma dose, não trata todos os deprimidos.

A doença psíquica é muito personalizada. Se alguém for a um psiquiatra que lhe atenda no tempo de um oftalmologista, procure outro. Um oftalmo tem muitos instrumentos e aparelhos. O instrumento do psiquiatra e psicanalista é o tempo. O tempo não apenas para se conhecer os sintomas, mas para conhecer a pessoa que sofre. E ainda mais, o tempo para acolhermos e para nosso paciente confiar em nós e mantermos um vínculo. Sem um bom vínculo afetivo não há remédio que faça efeito, aliás o paciente nem o toma.”


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