Dia Mundial da Fotografia, com Victor Souza

“Penso que a intenção da fotografia seja realmente observar, e pra isso, eu observo muito mais do que falo e, transpassam, pela fotografia e por tudo mais que me rodeia, minhas intenções.”

Para o dia da Fotografia, Boa Vida Online traz Victor Souza, 28 anos, e faz um mergulho em seu universo de enquadramentos sensíveis. Após cursar Comunicação Social por alguns períodos, pôde perceber que aquele não era o seu mundo e optou por viver, de fato, pela Fotografia. Já havia trabalhado um tempo como designer e após também se adentrar no mundo do skate, resolveu sair da faculdade e comprar uma câmera. A partir de então, nunca mais parou.

Victor fotografa profissionalmente para as vertentes artísticas Moda, Música e Skate. “Geralmente, minha mente se expande à criatividade, quando acontece alguma troca; minhas inspirações, são as pessoas que me cercam e, principalmente, as cheias de virtudes, que me influenciam diretamente”. O pisciano traz sua inspiração de artistas renascentistas e impressionistas. Mas, segundo ele, suas maiores referências vem da rua, de pessoas próximas ao seu cotidiano. “Em tudo na vida tento ser 50% dessas duas influências: a dualidade da arte e da realidade”.

Momento decisivo
“O momento decisivo é aquele que mais se aproxima da verdade. É exatamente, quando não necessitamos de muitos artifícios; quando a foto traduz um sentimento de verdade e de pureza, é também capaz de ser eficaz, de fato! Isso é muito individual, mas pra mim, o que engloba o click certo é o que vem por acaso. Geralmente, isso ainda pode acontecer depois da foto ensaiada.
“Toque de niilismo”, por Victor Souza
A seguir, dizem por si só um ensaio fotográfico realizado com Clara Jardim, com pinceladas simples e docemente poéticas. “Escolhi esta série pois percebo um pouco de insensibilidade em tempos caóticos: a falta do tato e a intolerância de gêneros. Eu penso nas mãos, como um duto metafórico, como um convite à liberdade. Quando estamos escondidos em teorias, as ações se perdem – sendo que não existiriam teorias, sem as próprias ações. A placidez das mãos soa como palavras e por elas, se escrevem belos textos, quando o corpo não passa de uma carcaça”. Victor procurou ressaltar a beleza e delicadeza da mulher, justamente quando ela entende o conceito de liberdade, em 15 cliques.

 

 

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