Dog Walker – ou passeador de cães, responsabilidades e aptidões, com Flávia Ribeiro

Dog Walker – Passeador de cães, responsabilidades e aptidões

Flávia Ribeiro, há algum tempo procurava uma profissão que fosse perfeita para ela. Juntando as possibilidades, ela chegou aos cães. Depois, acrescentou alegria e, depois saúde. E, ainda resolveu ganhar dinheiro fazendo o que gosta! Estar perto dos animais e poder oferecer momentos de puro prazer a eles. Dog Walker, a combinação perfeita para Flávia.

Dog Walker - ou passeador de cães, responsabilidades e aptidões, com Flávia Ribeiro

A jornalista Lila Nascimento é tutora de Dom, da raça Lulu da Pomerânia, cliente de Flávia há mais de 1 ano. “Quando conheci Lila, Dom era filhote e ainda não havia tomado todas as vacinas. Passei a cuidar dele como Pet Sitter, em sua casa. Lila gostou do meu trabalho e hoje Dom se hospeda em meu Pet hotel, quando ela tem que viajar”.

Dog Walker

Os animais domésticos ganharam status de pessoas da família. Por isso, o Dog Walker se tornou uma profissão em franca ascensão. Afinal, com todos tão ocupados, em uma rotina estressante das grandes cidades, os pets não podem pagar pela sua falta de tempo para passear com eles. Deixe com Flávia Ribeiro, seu pet vai amar essa hora do dia! Mas escolher alguém para cuidar de quem amamos, mesmo por poucas horas, é uma tarefa que exige um olhar atento do dono. Vamos conhecer Flávia Ribeiro, a Dog Walker que está fazendo o maior sucesso com os nossos amiguinhos:

Aurélia Guilherme – Um Dog Walker é simplesmente um passeador de cães?

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Com Aisha, da raça Yorkshire e Joy, da raça Shitzu, Flávia é Dog Walker, Pet Sitter e está sempre recebendo esses dois fofuchos em seu Pet Hotel

Flávia Ribeiro – De forma alguma, nossa função é trazer bem estar ao animal. Ele se exercita, conforme seu preparo físico, sua idade  e sua saúde. Há, também, um trabalho muito interessante de socialização com os cães. Eles também aprendem alguns comandos básicos de adestramento, como andar na coleira sem puxar e, sempre junto. Um Dog Walker deve ter conhecimento sobre as raças e sobre o comportamento canino, curso técnico de dog walker, conhecimento em primeiros socorros. Além disso, estar sempre atento sobre o que está acontecendo à sua volta para evitar brigas com outros cães, acidentes, ingestão de alimentos e roubos.

Aurélia Guilherme –  Você citou um curso técnico, que tipo de formação específica você recebeu antes de atuar nessa profissão?

Flávia Ribeiro – Fiz um curso teórico e prático de Dog Walker, um curso de adestramento inteligente,  outro curso de Monitor para Daycare e curso de primeiros socorros.

Aurélia Guilherme –  Quais os requisitos que um Dog Walker deve ter para exercer a função de maneira eficiente?

Flávia Ribeiro – Temos que ter um bom preparo físico. O dia é puxado e podem ter de  6 horas a 8 horas de caminhadas diárias. O conhecimento sobre o comportamento de cada raça é importante. É preciso ter força para conter o animal durante o passeio. Jamais utilizar de violência com o animal. E, amar o que se faz, pois estamos lidando com vidas. Esses cães são verdadeiros filhos para os seus tutores.

Aurélia Guilherme – Como você promove a sua aproximação com os animais?

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Para ser Dog Walker é preciso amar os animais e ter profundo respeito por eles. A retribuição é pura gratidão e amor!

Flávia Ribeiro – Sempre faço uma visita na casa do animalzinho, para uma prévia entrevista com seu tutor. Nesta visita o animal me conhece e sente meu cheiro. O tutor me passa a rotina e o comportamento do pet. No caso de cãezinhos medrosos, desconfiados ou ariscos, acho importante que o tutor nos acompanhe nos primeiros passeios. Só o tempo dele sentir mais confiança com a minha presença. Quando o dono não tem esta disponibilidade, a confiança é conquistada no dia a dia. A aproximação acontece na medida que ele sente meu respeito pelo seu ritmo, quando ele percebe a minha calma, paciência. Não forço a “amizade. Isso é natural entre nós!

Aurélia Guilherme – Como é a rotina de uma Dog Walker?

Flávia Ribeiro – Inicio os passeios as 7 horas da manhã  e vou até as 10 horas. Depois, retorno os passeios as 17 horas e fico até às 21 horas. No meio da tarde não aconselho passear como os pets. Em horário de sol muito quente, os cães podem desidratar e queimar as patinhas.

Aurélia Guilherme – Qual o número de cães você consegue passear por vez?

Flávia Ribeiro – Podemos passear com 10, 11 e, até 12 cães, mas não gosto. Acho que essa quantidade compromete o desenvolvimento do meu trabalho. Esses passeios têm a função de gastar energia do pet. Prefiro passear com no máximo 6 cães, 3 de cada lado, mas isso vai de cada profissional.

Aurélia Guilherme – Como você consegue o entendimento entre eles? Não há brigas?

Flávia Ribeiro – Geralmente quando vamos inserir mais um cãozinho no grupo, fazemos uma socialização dos mesmos antes e em local neutro (não pode ser na casa de nenhum deles). Depois, muita observação quanto aos sinais corporais da matilha para evitar que eles se estranhem. Temos que estar atentos durante todo o passeio com os sinais que cada um esta emitindo e antecipar qualquer problema.

Aurélia Guilherme – Cães de grande porte se misturam com os de pequeno porte?

Flavia Ribeiro e Nina, um amor de Pit Bull | Pet | Boa Vida Online

Nina é uma Pit Bull que tem muita energia. Ela não para nunca. Flávia é sua Dog Walker há mais de 1 ano e morre de amores por essa mocinha, dócil, alegre e amorosa. Quem disse que Pit Bull é agressivo e perigoso?

Flávia Ribeiro – Não aconselho, o ideal é formar grupos com o mesmo porte. Assim, evitamos que os menores se machuquem. E também temos que levar em consideração o tempo ideal de caminhada para cada um deles, de acordo com a raça, idade, tamanho e condições de saúde.

Animais com baixa auto estima, estressados e ansiosos conseguem se disciplinar e se socializar com os demais pets?

Flávia Ribeiro – Sim, temos que estudar cada caso e, com o tempo, temos resultados fantásticos. Daí a necessidade do profissional entender e estudar sobre comportamento canino.

Aurélia Guilherme – E quanto aos riscos de contaminação de doenças e de carrapatos?

Flávia Ribeiro – Uma das exigências que faço é que o pet esteja com todas as vacinas em dia. Ele também precisa estar vermifugado e ter feito uso de produto que elimina e o protege de pulgas e carrapatos. Quanto aos filhotes só podem ter acesso à rua, após tomarem as 4 doses de vacina.

Aurélia Guilherme – Este é um serviço que custa quanto para o dono do pet?

Flávia Ribeiro – Varia de R$ 400 a R$ 700 mensais, depende da quantidade de cães que o tutor tem. Geralmente os passeios são de segunda a sexta, alguns pedem para incluir o sábado, diferenciando o valor mensal.

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Athena é uma Pit Bull, que foi adotada, quando acolhida no Recanto dos Pit Bulls, por maus tratos. Mas hoje, ela tem uma vida digna e, está sempre aos cuidados de Flávia. Seja em seu Pet Hotel, para que sua dona possa viajar tranquila, seja nos passeios de Dog Walker

Aurélia Guilherme – Se o dono do pet tiver o desejo que seu bichinho receba atenção exclusiva? É possível reservar horário para apenas 1 cão? O custo do serviço sobe muito?

Flávia Ribeiro – Sim, o valor é diferenciado para esse tipo de solicitação.

Aurélia Guilherme – Você presta atendimento a cães com necessidades especiais?

Flávia Ribeiro – Sim, somente como Pet sitter (babá de animais) e, também os recebo no meu Pet hotel.

Aurélia Guilherme – Qual a área da cidade que você atende?

Flávia Ribeiro – Jardim Goiás, Alto da Glória, Setor Sul, Setor Oeste, Setor Marista, Jardim América, Setor Pedro Ludovico e  Alphaville.

Aurélia Guilherme – Qual o trajeto que você faz?

Flávia Ribeiro – Gosto de passear em parques, mas muita das vezes por conta do trânsito, opto por lugares próximo a casa do clientinho. Faço uma rota para ganhar tempo.

Aurélia Guilherme – Quais são as emergências que poderiam haver e que um Dog Walker deve estar preparado?

Flávia Ribeiro – O animal pode desmaiar, ter algum sangramento, ter um ataque cardíaco, convulsão ou engasgar e o profissional deve estar preparado para dar oss primeiros socorros.

Aurélia Guilherme – Você segue atentamente as instruções dos donos?

Flávia Ribeiro – Sim, a entrevista que faço antes de iniciar o trabalho também tem esse intuito. Quando não concordo com algo, tento orientar o tutor e esclarecer os pós e os contras daquela solicitação. É preciso haver entendimento. Caso contrário, posso, inclusive aceitar ou não suas exigências. A prestação de serviços deve ser totalmente satisfeita entre as partes.

Aurélia Guilherme – Qual a sua opinião sobre a violência com os animais para impor autoridade ou tentar o controle de alguma situação?

Flávia Ribeiro – Sou totalmente contra qualquer tipo de violência contra animais, inclusive a do uso do adestramento com reforço negativo. Com paciência, amor e dedicação conseguimos resultados excelentes.

Para quem queira contratar a Dog Walker – Flávia Ribeiro:

Whatsapp (62) 985587835 e pelas redes sociais (Flávia Ribeiro – facebook e instagram).

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Elineide Ismar e Gabriel são tutores de Athena (Pit Bull) e Maylon (Fox Paulistinha). Ambos adotados e felizes. Seus tutores cumprem um lindo papel social e responsável na guarda de animais

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