Erisipela, com o Angiologista e Cirurgião Vascular Marcus Cerqueira

Um simples ferimento pode ser a porta de entrada de bactérias causadoras de uma infecção que pode se tornar grave: a Erisipela. O problema é quando essas bactérias se alastram através do sistema linfático.

 

A vermelhidão e febre local são sintomas manifestados pela Erisipela.

Erisipela

Toda a infecção deve ser tratada. O Angiologista e Cirurgião Vascular, Marcus Cerqueira nos diz que o agravamento da erisipela representa risco sério à saúde. Trombose, amputação e até septicemia, quando a infecção se dissemina por todo o corpo, são consequências dessas bactérias. Vamos nos proteger dessas inimigas oportunistas!

“Erisipela é uma infecção, geralmente causada por bactérias do tipo Streptococcus pyogenes. Essas são bactérias que penetram no organismo, através de algum ferimento nas pernas ou nos pés. Pequenos cortes, picadas de insetos, frieiras entre os dedos, micoses, são a porta de entrada ao organismo. Qualquer um que tenha contato com a bactéria pode se infectar.

Porém, a infecção se torna ainda mais vulnerável em pessoas que estejam com alguma alteração imunológica, com baixa das defesas do organismo. Aqueles com insuficiência venosa e inchaço nas pernas, pressão alta, diabéticos e obesidade também estão dentro desse grupo de risco. Por isso, todo o cuidado preventivo é necessário, evitando machucar as pernas e os pés”.

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Marcus Cerqueira – Angiologista e Cirurgião Vascular – CRM – GO 9276

Salão de beleza

“Devo alertar para os salões de beleza, com equipamentos nem sempre devidamente esterilizados para o manuseio das unhas, durante as visitas às manicures. Cada cliente deve ter o próprio material e devidamente esterilizado”.

Micose e frieiras

“Ressalto também, os riscos de se infectar através das micoses e frieiras. Cuidados redobrados, para esses casos, buscando um tratamento adequado com um especialista. É preciso afastar as possibilidades de contaminação local por microrganismos”.

Sintomas

“Pacientes com erisipela se queixam de dor e inchaço no local, que se torna febril e com a coloração avermelhada. O paciente tem febre, calafrios, perda do apetite. Ele passa a ter o número de leucócitos (glóbulos brancos) aumentado no sangue (leucocitose). Além disso, um ou mais vasos linfáticos se inflamam (linfangite). Há, também, aumento do tamanho dos gânglios linfáticos, que se tornam doloridos, com aquecimento da pele no local (linfadenite satélite)”.

Diagnóstico

“O diagnóstico é clínico, basta olhar e reconhecer os estragos dessa bactéria. Inicia-se imediatamente o tratamento para conter a temida septicemia, o avanço da disseminação da infecção pelo corpo. Será preciso entrar com antibióticos específicos e ‘abrir guerra’ contra a contaminação. Há também os cuidados de apoio, como analgésicos, antifebris, antiinflamatórios. É é preciso cuidar do ferimento que deu origem à infecção e fechar essa porta de entrada para essas bactérias oportunistas. O paciente deve repousar, colocar as pernas para cima, revertendo o inchaço.

Assim, conseguimos vencer a bactéria e evitar as complicações da Erisipela, como abscessos, ulcerações (feridas) superficiais ou profundas e trombose de veias, amputação do membro e a septicemia, já citada acima.

Crises de repetição

Depois, para evitar as crises de repetição, os cuidados preventivos, também citados acima, devem passar a fazer parte do ritual de higiene diário. A higiene local é importante. Deve-se sempre verificar os espaços entre os dedos, se há ferimento e, se houver, se estão secos e limpos. Além disso, deve-se manter o peso ideal, praticar atividade física, evitar ficar parado, de pé ou sentado, tempo demais. Evitar o inchaço das pernas, com meias compressivas. Coloca-las em uma altura mais elevada, algumas vezes , durante o dia e, sempre fazer as visitas periódicas ao especialista.

Lembrando que é a automedicação, principalmente de antibióticos inadequados para o tratamento de bactérias específicas, que as deixam resistentes. Bactérias resistentes precisam de doses, cada vez mais altas ou medicamentos mais potentes, para vencer a infecção. Nunca se automedique!”

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