Implantes Hormonais, com a Ginecologista e Obstetra Marcella Brasil

Implantes hormonais estão em alta. Cresce o número de adeptos de toda essa tecnologia, que ajusta e repõe hormônios, como elcometrina, nomegestrol, gestrinona, estradiol, testosterona e progesterona. Os resultados são muito interessantes. 

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Dra. Marcella Brasil – Ginecologista e Obstetra – CRM – GO 9345 / RQE – 5457

Implantes hormonais

Implantes hormonais são tubinhos flexíveis, implantados por baixo da pele do bumbum ou do braço. Eles previnem e tratam vários problemas. Podem ser utilizados como contraceptivos ou como repositores de hormônios (climatério, menopausa e andropausa), na prevenção e no tratamento da TPM, de ovários policísticos e de endometriose.

Esse método também encontra excelentes resultados com ganhos na massa óssea e muscular, na libido e na perda de gordura corporal.

Por essa razão, os implantes hormonais são também conhecidos como chips da beleza. Porém, há de se ter bom senso e não fugir às regras básicas de saúde. Só se repõe o que é necessário, só se ajusta o que está fora dos padrões ideais. Nada de modismos. O assunto é sério . Veja na entrevista sobre implantes hormonais com uma estudiosa no assunto: A Ginecologista e Obstetra Marcella Brasil. Confira:

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Aurélia Guilherme – Qual a sua opinião sobre os implantes hormonais, como sendo uma revolução da medicina no resgate da disposição e da saúde?

Dra. Marcella Brasil – Não só acho, mas tenho certeza que essa via de administração de hormônios é uma poderosa ferramenta disponível para todos nós. Hoje em dia, o que mais buscamos  é a real qualidade de vida. Além da comodidade do uso, os implantes hormonais permitem o tratamento de inúmeros sintomas relacionados às deficiências hormonais. Além disso, permite o tratamento de patologias ginecológicas como: endometriose, miomatose uterina e a TPM. Somente quem já passou por isso, sabe o quanto se perde em saúde e em disposição para se viver plenamente.

“Os implantes hormonais são cápsulas de silicone, que contém a substância hormonal em seu interior. Em sua parede, há microporos de tamanhos calculados, em que por transudação, as moléculas passam em determinada velocidade por certo tempo. A maioria é programada para manter a liberação por um tempo de 6 a 12 meses.”

Implantes Hormonais, com a Ginecologista e Obstetra Marcella Brasil

“O implante é uma cápsula de silicone, que contém a substância hormonal em seu interior. Em sua parede, há microporos de tamanhos calculados, em que por transudação, as moléculas passam em determinada velocidade por certo tempo. A maioria é programada para manter a liberação por um tempo de 6 a 12 meses.

Aurélia Guilherme – Quais hormônios estão contidos nos implantes hormonais ?

Dra. Marcella Brasil – Temos dois grupos de hormônios que são apresentados na forma de implantes subdérmicos. No primeiro grupo, mais usados para tratamento de menopausa e andropausa, temos substâncias sintéticas com isometria molecular aos hormônios do corpo humano. São eles, o Estradiol e a Testosterona. No segundo grupo, mais utilizados em endometriose, miomatose uterina e TPM, são substâncias, também sintéticas, mas que não são isômeros aos nossos hormônios; no caso, a elcometrina e a gestrinona.

Aurélia Guilherme – O grande temor de muitas pessoas, com relação à administração de hormônios, é o risco aumentado de algum câncer se manifestar, para aqueles com predisposição genética. Qual a sua opinião sobre o assunto?

Dra. Marcella Brasil – Vários estudos realmente mostram que, alguns medicamentos que contêm hormônios, principalmente estrógenos, podem acelerar o crescimento de tumores em atividade. Há ainda o risco aumentado de eventos tromboembólicos. Busca-se então, utiliza-los com cautela, somente se necessário e, sempre avaliar os riscos e os benefícios da terapia, de acordo com cada paciente. Sempre preferimos, utilizar as moléculas com isometria aos nossos hormônios e sob a via subcutânea ou transdérmica, para tentar minimizar possíveis efeitos colaterais.

Aurélia Guilherme – Como é o mecanismo de liberação dos hormônios na forma de implantes?

Dra. Marcella Brasil – O implante é uma cápsula de silicone, que contém a substância hormonal em seu interior. Em sua parede, há microporos de tamanhos calculados, em que por transudação, as moléculas passam em determinada velocidade por certo tempo. A maioria é programada para manter a liberação por um tempo de 6 a 12 meses.

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Nos braços ou glúteos, implantes hormonais são uma revolução no tratamento de diversos problemas. Implantes hormonais são uma resposta para as oscilações hormonais do organismo e para o envelhecimento

Aurélia Guilherme – Existe alguma vantagem no fato da medicação cair diretamente na corrente sanguínea?

Dra. Marcella Brasil – Esta é a grande vantagem dos implantes hormonais, eles não passam pelo fígado e pelo estômago. Há estudos que indicam que o risco de trombose com o uso de hormônios da classe dos estrógenos, não é observada quando a via é por implantes.

Quando ingerimos alguma medicação desse tipo, há o que chamamos de feito de primeira passagem pelo fígado. Acontecem duas coisas negativas. A primeira, é que perdemos substâncias, que são consideradas como “lixo” ao passarem pelo fígado. A segunda, é a sobrecarga imposta ao fígado e ao estômago, quando digerem e metabolizam essas substâncias.

Não é raro, encontrarmos, no consultório, pacientes que não conseguem continuar o tratamento por náuseas ou outros sintomas digestivos. Com uso da subdérmica, com liberação contínua por 24 horas ao dia, podemos utilizar doses bem menores de hormônios, do que pelos métodos convencionais.

Aurélia Guilherme – E, depois, quando o prazo de validade se findar, os implantes são bioabsorvíveis ou há necessidade de retirá-los?

Dra. Marcella Brasil – Existem no mundo dois tipos de implantes hormonais:

  • O bioabsorvível, em que a substância hormonal é envazada e comprimida em forma de um bastão. Com o passar do tempo, o bastão vai se dissolvendo. Neste caso, não é necessária a retirada, somente se inserem novos implantes. Há um risco maior de extrusão nesses casos.
  • Os encapsulados com silicone, podem ou não ser retirados na sua troca. São inertes ao organismo, depois que vencem seu prazo de ação.

Aurélia Guilherme – Vamos falar sobre os hormônios: A gestrinona é conhecida como o chip da beleza. Por que?

Dra. Marcella Brasil – A gestrinona é uma substância que surgiu no mercado para tratamento de endometrioses. Existia na forma oral e saiu do mercado da indústria farmacêutica há alguns anos. Atualmente, ela está disponível na forma de implantes e de gel transdérmico. O respeitado gênio, responsável pela criação desse implante foi o médico e farmacêutico brasileiro Dr. Elsimar Coutinho. O implante de gestrinona surgiu para tratar  terríveis afecções, como a endometriose, a miomatose e a TPM. Observou-se e comprovou-se um efeito de anticoncepção nas pacientes que utilizavam esse tratamento. Observou-se também, como toda droga, efeitos colaterais maléficos e benéficos.

Essa fama de embelezar as mulheres, se deve ao fato de a gestrinona bolquear efeitos dos estrógenos. Isso realça os efeitos andrógenos, com o bloqueio de uma enzima que se chama aromatase. A gestrinona, que é um progestágeno, promove o ganho de massa muscular e a perda de certa massa gorda. Além disso, aumenta a disposição física e a libido de algumas pacientes.  Outra vantagem seria a suspensão da menstruação e, consequentemente, da TPM. Mas como toda droga, há o lado negativo também. Acne, queda de cabelo, alteração de voz, entre outros efeitos podem acontecer em alguns casos.

Saiba mais sobre os implantes à base de gestrinona. Saiba a opinião da dra. Marcella Brasil sobre esse homônio e o aumento da massa muscular e perda de gordura

Aurélia Guilherme – Qual a sua opinião sobre as mulheres que implantam a gestrinona em nome da estética? Fala-se que a gestrinona combate a celulite e aumento de massa muscular, isso é verdade?  

Dra. Marcella Brasil – Não podemos indicar uma medicação que não foi criada com esta finalidade.  O objetivo realmente é a promoção da saúde ginecológica para as pacientes que precisam desse método. Toda droga tem seu efeito colateral, e este tratamento tem suas indicações reservadas. Jamais podemos basear essa indicação em nome da estética.

Aurélia Guilherme – Qual a real necessidade de se administrar a gestrinona em uma mulher?

Dra. Marcella Brasil – O objetivo maior é realmente o tratamento de patologias ginecológicas resistentes ao tratamento convencional. Falamos, principalmente das patologias que cursam com hemorragias vaginais, cólicas e TPM. Hoje, a gestrinona é apresentada, como alternativa de método anticonceptivo. Há grande receio da trombose causada pelo uso de anticoncepcionais orais. Essa é uma das razões dessa opção vir crescendo cada vez mais entre as pacientes.

Implantes Hormonais, com a Ginecologista e Obstetra Marcella Brasil

“Os implantes me despertaram o interesse de aprofundamento em conhecimentos sobre como melhor aproveita-los em nome da saúde. Por exemplo: Com implantes, o organismo recebe doses menores de hormônios. Cada dose liberada, tem caráter absolutamente individual, de acordo com necessidades pessoais”

Aurélia Guilherme – Na mesma linha da gestrinona, vem a testosterona. Qual a diferença entre esses dois hormônios?

Dra. Marcella Brasil – São hormônios totalmente diferentes. A gestrinona é um tipo de progestágeno que potencializa a ação da testosterona, por bloquear a aromatase. Atua ainda em alguns receptores da testosterona. A testosterona, é um hormônio predominante dos homens. Como os dois podem ter sinais e sintomas por vezes parecidos, há uma tendência em se pensar que são iguais. A gestrinona é utilizada somente em mulheres, e a testosterona, em sua quase totalidade, em homens.

Aurélia Guilherme – E a contra indicação deles?

Dra. Marcella Brasil – Após avaliar a real indicação de se usar o implante, há algumas contraindicações formais. Sim, amamentação, presença de cânceres ginecológicos (ativo ou prévio)… Além disso, devemos avaliar o risco e o benefício em caso de fumantes, o risco de doenças tromboembólicas, dentre outras. Uma minuciosa anamnese sempre deve ser feita e todos os riscos e benefícios discutidos com o paciente.

Aurélia Guilherme – Os homens podem perceber no dia a dia, quando é tempo de repor a testosterona?

Dra. Marcella Brasil – Cada vez mais, os homens estão percebendo os efeitos da andropausa. Mudança de temperamento e humor, acúmulo de gordura em quadris, depressão, perda de força e de massa muscular…

Esses são alguns dos sinais de que eles podem estar diminuindo a produção de testosterona. A decisão por repor ou não deve novamente ser avaliada em cada caso. O importante é lembrar que a reposição indiscriminada pode gerar quadro de infertilidade irreversível.

Aurélia Guilherme – Como é feito tratamento do climatério e da menopausa, por meio dos implantes hormonais?

Dra. Marcella Brasil – Na verdade o que muda é a via de administração, que é mais cômoda, sem que haja necessidade de administração diária de medicação. Usamos principalmente o estradiol, e associamos para as pacientes que possuem útero, um tipo específico de progesterona.

Aurélia Guilherme – Essa reposição deve ser feita por toda a vida?

Dra. Marcella Brasil – Essa é uma dúvida muito discutida na ginecologia, mas cada caso deve ser tratado individualmente. Geralmente se opta por tratamento no período de maior desconforto do climatério e nos primeiros 5 anos de menopausa.

Aurélia Guilherme – E com relação aos anticoncepcionais?

Dra. Marcella Brasil – A gestrinona tem se mostrado uma opção contraceptiva, mas deve se levar em conta todos os efeitos colaterais com cada paciente.

Aurélia Guilherme – A menstruação é interrompida?  

Dra. Marcella Brasil – Neste caso da gestrinona  sim, entra-se em amenorreia, que é um dos princípios para se tratar endometriose.

Aurélia Guilherme – Por isso que, pacientes com TPM, se livram do problema?

Dra. Marcella Brasil – Com certeza, como não há menstruação, não há TPM.

Aurélia Guilherme – E depois, caso não se queira manter esse método contraceptivo, como o organismo volta às suas condições normais?

Dra. Marcella Brasil – Geralmente há necessidade de um prazo de 6 meses, para o retorno da fertilidade, após a retirada ou o vencimento dos implantes.

Aurélia Guilherme – A administração de hormônios por implantes tem a mesma eficácia da reposição feita por via tópica e oral? Existem vantagens sobre os métodos tradicionais?

Dra. Marcella Brasil – As principais vantagens dizem respeito ao uso de menor quantidade de hormônio, e uma maior segurança em relação à eventos tromboembólicos. Além, é claro, da comodidade de se colocar o implante uma vez ao ano.

Aurélia Guilherme – Existem casos de mulheres que não se adaptaram com os implantes? Por que?

Dra. Marcella Brasil – Sim , claro. Várias podem ser as causas. A desinformação e a indicação errada, tanto da substância, quanto da dosagem, podem gerar sintomas não toleráveis por algumas pacientes.

Aurélia Guilherme – Como a administração de hormônios pode transformar a vida das pessoas?

Dra. Marcella Brasil – Desde que bem indicados, pode sim devolver a qualidade de vida que tanto almejamos. Dor crônica, depressão, ansiedade, fogachos, perda de libido e da energia, irritabilidade realmente nos afetam muito. Conseguir minimizar, ou mesmo, superar esses problemas, é uma vitória para muitas pessoas.

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Implantes hormonais são o melhor que a medicina tem a oferecer na reposição de hormônios. Assim, o tempo só nos fará bem. cuide-se! 

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