Insegurança: saiba como lidar com esse mal, com a Psicóloga Thaís Brenner

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A insegurança é um sentimento que atinge a grande maioria das pessoas, seja em determinados momentos da vida, seja corriqueiramente. Mas, o que desencadeia essa sensação de não saber por onde ir? Afinal, uma pitada de insegurança pode ser benéfica e servir para soluções mais bem pensadas? Que restrições a insegurança proporciona? Quem responde a todos esses questionamentos é a Psicóloga Thaís Brenner, Confira:

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Thaís Brenner é Psicóloga (CRP 09/6951); Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental; Especialista em Gestão de Pessoa por Competências e Coaching. 

O que é ser inseguro?

“Inicialmente é necessário delimitar o conceito de insegurança. Trata – se da sensação de estar correndo riscos, de ser e/ou estar incapacitado para enfrentar determinada situação. O que gera medo e, em um estado mais alarmante, pode gerar pânico. É importante lembrar que sensação de pânico e síndrome de pânico são situações distintas. A sensação de pânico é um medo exagerado, em grau extremo, com reações fisiológicas. Já a síndrome do pânico é uma patologia.
A insegurança não é um estado generalizado, ou seja, uma pessoa não é absolutamente insegura o tempo todo, mas sim, em algumas situações, diante de alguns fatos, algumas pessoas, ou ainda, em virtude de alguns pensamentos ou ideias. É uma estado natural de qualquer ser humano, afinal, é necessário que sintamos medo para que possamos nos defender ou ter mais cuidado diante de diversas situações. Ou seja, é um sentimento necessário para a sobrevivência. É absolutamente normal sentir-se inseguro em algum momento da vida. Contudo, se o sentimento é frequente e se várias situações despertam o medo e a insegurança,  isso precisa ser investigado”.

O desencadear da insegurança

“Todas as pessoas são únicas no mundo, isto é, percebem a realidade de forma absolutamente singular. Logo, o que pode deixar uma pessoa insegura, pode não provocar nenhum efeito em outra pessoa. Dessa forma, é difícil generalizar como “tal coisa deixa todas as pessoas inseguras”. Teoricamente, é um sentimento construído sobre a autoestima do indivíduo”.

Confiar em si mesmo

“A falta de confiança, a insegurança e o medo são sensações adquiridas desde a infância, com a observação do comportamento dos adultos e, através da forma como alimentam esses sentimentos (sugerindo enfrentamento ou promovendo mais medo). Por exemplo, já vi mães assustando seus filhos sobre o ‘homem do saco’, ou dizendo que vão chamar a polícia, caso não haja obediência. Essas são situações que alimentam ainda mais o medo e tendem a fazê-los continuar prolongando esses sentimentos na vida adulta. Outro caso é o dos pais que expõem seus filhos ao ridículo. No futuro, tais crianças, já como adultas, desenvolvem uma timidez extrema. Muitas vezes, o sentimento de insegurança também pode partir de situações traumáticas, vivenciadas na vida adulta, como um acidente, por exemplo”.

A evolução da insegurança

“Tudo é aprendido desde a infância, quando começamos a compreender o mundo, os significados concretos e simbólicos, e é a partir do que é vivenciado nessa fase, que acontece a formação da personalidade. Contudo, a insegurança e o medo não são parte da personalidade, podem ser aprendidos e moldados, assim como superados. Os pequenos e os grandes medos podem ser curados. No entanto, todos os casos devem ser investigados individualmente, afinal todas as pessoas são únicas e um ser excessivamente inseguro, pode ter algum tipo de transtorno. Por exemplo, existe um transtorno chamado Transtorno de Personalidade Dependente, em que a pessoa não consegue ficar só, depende da aprovação dos outros, tem autoestima baixa, etc. Tudo precisa ser investigado, pois é muito difícil falar dos casos de forma generalizada, sem antes observar as peculiaridades de cada um”.

O perfil dos inseguros

“Não existe um perfil de pessoas inseguras, o que pode haver são pessoas com Transtorno de Personalidade Dependente, Síndrome do Pânico e Ansiedade, de forma geral. Qualquer pessoa pode viver situações de insegurança ou tornar-se mais insegura”.

Uma dose de insegurança

“Todos os nossos sentimentos têm alguma função e qualquer um deles pode afetar negativamente nossa vida se forem excessivos: medo ou coragem em excesso são preocupantes. No entanto, a insegurança, em específico, pode atrapalhar, principalmente, o relacionamento interpessoal. Além de interferir na interação com outras pessoas, em um relacionamento íntimo, no trabalho e nas atividades de lazer. Também pode “ilhar” uma pessoa, fazendo com que ela se isole completamente, além de gerar algum tipo de transtorno, como Pânico e Fobia Social, por exemplo. Positivamente, a insegurança e o medo ajudaram o homem a evoluir. E é necessário um pouco de medo e insegurança para proteger-se, precaver-se, não tomar decisões impensadas, mas tudo na medida certa”.

Lidando com a insegurança

“É preciso avaliar a quantidade de insegurança, as situações relacionadas a isso, interligadas ao que desencadeia esse sentimento. Baseado nessas informações, é possível, terapeuticamente, descobrir formas mais adaptativas para se lidar com a insegurança. Por exemplo, falar em público: algumas pessoas conseguem superar a dificuldade de exposição apenas com técnicas de respiração. Já outras, precisam elaborar algumas questões pessoais antes de exercitar. Na Terapia Cognitiva Comportamental, o trabalho com o controle das emoções, através da identificação de pensamentos e técnicas específicas na superação de situações aversivas, vem dando bons resultados. Contudo, conforme já explicitado, cada caso é um caso”.

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