Mitos e Verdades sobre Castração de Cães e Gatos, com o Veterinário Luciano Schneider

A castração de cães e gatos é importante para manter a saúde do pet e, hoje, é considerada parte da posse responsável. No entanto, muitos mitos ainda rondam o assunto e geram dúvidas na hora de decidir pela castração dos bichinhos. O Médico Veterinário Luciano Schneider, mestre em Medicina Veterinária pela UFG e doutor em Ciência Animal, também pela UFG, esclarece sobre o que é mito e o que é verdade quando o assunto é castração de cães e gatos.

Dr. Luciano Schneider da Silva, Médico Veterinário, CRMV/GO – 2765

  • A castração engorda.

MITO! A castração não engorda o animal.
O dono deve manter o manejo alimentar correto para a raça e também estimular as atividades físicas do animal castrado. O que ocorre é que a castração retira o estímulo hormonal do animal adolescente, diminuindo a sua hiperatividade. Se o animal fica ocioso e tem ração à vontade, ele começa a ingerir mais alimento do que deveria e, aí sim, o resultado será a obesidade.

  • A partir dos dois meses de idade, o animal já pode ser castrado.

VERDADE! Os especialistas em reprodução animal têm discutido muito este assunto. O ideal é que o animal seja castrado após o término do protocolo de vacinação do período infantil, isto será por volta do cinco a seis meses de vida. Com isto, ele já estará pelo menos imunologicamente protegido.

  • Cães e gatos podem ser castrados com qualquer idade, inclusive já velhos.

VERDADE! Os cães e gatos podem ser castrados em qualquer idade, inclusive idosos. A recomendação é que após as primeiras vacinas da juventude, seja realizado este procedimento.

  • A castração é um procedimento doloroso para o animal.

MITO! Se for realizada com um bom serviço de anestesia e com a técnica cirúrgica correta, a cirurgia não é um procedimento doloroso e, sim, um procedimento de fácil pós-operatório.

  • O cão castrado continua com seus instintos normais, ele vai continuar tomando conta da casa.

VERDADE! Sim, claro! O instinto de tomar conta da casa não depende dos hormônios sexuais.

  • A castração interfere na sexualidade do animal.

VERDADE! Sim, interfere. Após a castração, o animal não tem desejo sexual, portanto, fica sem aptidão para cruzar.

  • Castrar o animal evita doenças.

VERDADE! Sim, claro. A castração evita uma série de doenças provocadas pela disfunção dos hormônios sexuais: infecção uterina, tumores mamários, gestação psicológica (pseudogestação), doenças de pele crônicas, distúrbios comportamentais, inflamações prostáticas e câncer testicular.

  • Antes de castrar, é preciso esperar a cadela ou a gata terem pelo menos uma cria.

MITO! O que se discute é se há necessidade ou não de ter acontecido o primeiro cio ou não. Quanto à necessidade de ter tido a primeira cria para castrar a fêmea não é necessário. Há pesquisadores que acreditam que, se castrar o animal antes do primeiro cio, o animal fica com a vagina ou canal uretral diminuído.

No caso dos machos há relatos de pênis e uretra diminuídos e estreitados, quando castrados ainda filhotes. Outra discussão gira em torno do macho ser castrado na adolescência e ter características do corpo menos masculinizada.

  • Castrar o animal faz parte da posse responsável.

VERDADE! Sim, claro! O tutor do animal que não deseja colocá-lo para reprodução deve castrá-lo o quanto antes, para manter a saúde do bichinho.

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