The OA: a série misteriosa que é um sucesso da Netflix

Imagine só: você passa por algo tão tremendo em sua vida, que beirou a morte, mas sobreviveu. Talvez, você tenha realmente morrido por instantes profundos e até visitado outras dimensões. Nessa viagem, você tem a opção de escolha de voltar a viver nesse corpo e, se a resposta for positiva, virá com algum atributo, digamos “mágico”. Parece um tanto fantasioso, não? Mas esse é o cenário de uma das séries de extremo sucesso na Netflix: The OA.

Criada e produzida por Brit Marling e Zal Batmanglij – dupla conhecida do cenário independente norte-americano, os dois estavam trabalhando em uma série original – a série percorre um cenário completamente fotográfico, meio místico, meio bucólico é que se dá a trama da série. A primeira temporada foi disponibilizada em 16 de dezembro de 2016 e possui oito episódios. Em 08 de fevereiro de 2017, o Netflix confirmou oficialmente a segunda temporada de The OA. Vale a pena embarcar nessa viagem.

O contexto da série

São explícitos pelo menos dois significados interessantes ao termo OA. O primeiro, sugerido por Prairie, personagem principal, na metade da temporada, deriva da palavra “away”. A sonoridade de “away” lembra o som das vogais O e A em inglês. Além disso, a palavra away tem muito significado na própria trama, já que o “distante”, o remoto e o além, estão sempre em evidência. Na reta final da temporada, Prairie refere-se a si mesma como Original Angel (Anjo Original), o que faz total sentido dentro da história, já que a protagonista considera ela mesma e os seus  parceiros de cativeiro como anjos. É preciso assistir para compreender a magia toda!

Experiência de quase morte (EQM)

O termo experiência de quase morte (ou EQM) refere-se a um conjunto de visões e sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente, sendo as mais divulgadas a projeção da consciência (também chamada de “projeção astral”, “experiência fora do corpo”, “desdobramento espiritual”, “emancipação da alma”, etc.), a “sensação de serenidade” e a “experiência do túnel”. Esses fenômenos são normalmente relatados após o indivíduo ter sido pronunciado clinicamente morto ou muito perto da morte, daí a denominação “EQM”.

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