Fitoenergética – O poder das plantas, com Andrea Nunes

O mundo das plantas é realmente mágico. Elas compõem nosso habitat natural, nos promove a respiração e a transpiração e, para completar, possuem uma natureza tão bela. As plantas são capazes de adoçar nossos olhos a cada tom de verde e a nos empresar seu poder. E ainda tem a chamada fitoenergética… Você sabe o que é?!

Na fitoenergética, o ser humano volta à origem, conectando-se à natureza e à energia criadora

Fitoenergética – O poder das plantas

Infelizmente, a maioria de nós não consegue entender a vida com simplicidade, dificultando o processo de convivência em sociedade. Tristezas e empecilhos acabam por nos tornar, a cada dia, mais doentes e dependentes de remédios alopatas.

Ainda bem que podemos ter um “jardim secreto”, repleto de energia positiva para as nossas vidas. São as ervas medicinais, extremamente poderosas e curativas. Nesse contexto, nasceu a fitoenergética, uma prática de imenso amor e cura. Nesse contexto, o ser humano volta à sua origem e se conecta com a natureza e a energia criadora. E faz isso de uma maneira extrema eficiente, com o preparo de chás unido à deposição de sentimentos positivos. Conheçamos então, um pouco da fitoenergética, com Andréa Nunes:

Andréa Cristina Nunes é Cirurgiã Dentista, especialista em Práticas Integrativas de Saúde

Aurélia Guilherme – O que é a fitoenergética?

Andréa Nunes – Temos a definição de Bruno Gimenes, responsável pelo desenvolvimento da fitoenergética. Trata-se de um sistema natural de cura, equilíbrio e elevação da consciência. Por meio da energia das plantas (fitoenergia), esse sistema nos ajuda a equilibrar emoções e pensamentos. Quando estes estão em desarmonia resultam exatamente no aparecimento das doenças.

Aurélia Guilherme – Qual a relação da Fitoenergética com os 7 chacras?

Andréa Nunes – Assim como as plantas, além do corpo físico, todos os seres vivos possuem um corpo energético. Essa anatomia vem sendo estudada há milênios, por diversas culturas, como a chinesa e a indiana. Ao longo desse corpo sutil ocorrem pontos de concentração de energia, em forma de vórtices. Eles se movimentam como rodas de energia. O nome “roda” é denominado chacra, em sânscrito. De acordo com a fitoenergética, o campo vibracional de cada planta tem afinidade com a vibração de um chacra específico. A planta habilita-a a atuar na harmonização deste chacra, no qual ela se familiariza.

Aurélia Guilherme – Qual a diferença entre fitoenergética e fitoterapia?

Andréa Nunes – A fitoterapia trabalha com os ativos químicos das plantas. Ela necessita de uma dosagem específica para obtenção de resultados. Já a fitoenergética baseia-se no campo vibracional da planta, assemelhando-se mais aos princípios da Homeopatia e dos Florais.

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Aurélia Guilherme – Qual o sentido da eficácia do tratamento de doenças, com a fitoenergética?

Andréa Nunes – A fitoenergética, por ser uma terapia holística, atua na cura de uma maneira profunda. Não se resume em intervir nos sintomas físicos das doenças. A fitoenergética reconhece que o ser humano é muito maior de que a sua manifestação física. Além do corpo material, há emoção, pensamento, espírito e também um campo vibracional, que deve ser igualmente considerado. Com isso, a partir da afinidade das ervas, pelos centros de concentração energética da pessoa, formula-se um composto. Então, ativa-se o potencial energético do mesmo e há a mudança da vibração dos níveis mais sutis do indivíduo. Assim, as causas que o levaram à manifestação de um desequilíbrio físico serão gradualmente harmonizadas.

Aurélia Guilherme – No tratamento de doenças, como é o tempo de ação da fitoenergética?

Andréa Nunes – Assim, como em outras terapias holísticas, a fitoenergética tem uma atuação sutil e profunda. É, portanto, diversa em seus resultados. Existem pessoas que se sentem melhores com poucos dias de terapia. Já outras – que muitas vezes têm seu adoecimento originado em questões muito profundas – necessitam de um tratamento mais prolongado. Isso porque antes do tratamento serão trabalhadas várias questões pessoais, que alterarão a percepção da realidade e de si mesmo. Assim, o paciente é conduzido a uma maior qualidade de vida. Esse tempo é bastante relativo, podendo levar a um período prolongado, ou não.

Aurélia Guilherme – Quais os principais tratamentos que a Fitoenergética oferece?

Andréa Nunes – A fitoenergética pode ser utilizada para complementar os tratamentos convencionais de doenças físicas, psíquicas e emocionais. Pode ser aplicada em plantas e animais. Pode ser utilizada para a harmonização de ambientes, em forma de sprays, por exemplo. É indicada igualmente para pessoas saudáveis, auxiliando-as a lidar com situações delicadas e desafiadoras do cotidiano. Além disso, é capaz de proporcionar um maior equilíbrio energético, em meio à rotina diária.

Aurélia Guilherme – A fitoenergética pode substituir a medicação convencional?

Andréa Nunes – Jamais. É uma prática integrativa e complementar, que atua em áreas nas quais o tratamento convencional não alcança. Por isso, recomenda-se seu uso também para manutenção do equilíbrio pessoal, para prevenir o adoecimento. Isso se dá porque, muitas vezes, a doença manifestada é consequência de prévios desequilíbrios sutis que passaram despercebidos pela pessoa. Porém, uma vez o desequilíbrio  instalado, são necessárias intervenções mais objetivas e invasivas, como a alopatia e as cirurgias.

Aurélia Guilherme – Por que, muitas vezes, uma preparação caseira de plantas não surte o efeito desejado?

Andréa Nunes – Assim como os alopáticos, os fitoterápicos devem ser utilizados numa dosagem e periodicidade adequadas para ser eficazes. Nas preparações caseiras, muitas vezes, não se respeitam essas posologias, tornando o famoso “chazinho” ineficaz. O tratamento com alopático (de altíssima concentração de ativos químicos) leva dias de uso para apresentar resultado. E isso ministrando o medicamento diversas vezes ao dia. Então, por que tomar uma única xícara de chá surtiria o efeito de cura?

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Aurélia Guilherme – Os chás de sachês resultam no mesmo efeito?

Andréa Nunes – Esse é uma boa pergunta. Terapias vibracionais, como Florais, Homeopatia e fitoenergética, seguem princípios alquímicos em seu preparo. Preparos que correspondem a técnicas de potencialização da energia das plantas. Segundo Bruno Gimenez, no livro Fitoenergética – a energia das plantas no equilíbrio da alma, se os sachês forem manipulados, aplicando-se nas ativações energéticas, terão sua eficácia aumentada. Já na Fitoterapia não são recomendados.

Aurélia Guilherme – Os vegetais frescos são mais eficientes do que vegetais desidratados?

Andréa Nunes – Na fitoterapia são utilizadas dosagens diferentes dos vegetais. A dosagem é de acordo com a sua apresentação para obter as mesmas concentrações de ativos químicos no preparo. Já na fitoenergética, segundo Gimenez, o nível de energia das plantas frescas é maior que o das desidratadas. Mas, nesse caso, ao aplicar as técnicas de limpeza e ativação do vegetal, a vibração da erva é potencializada.

Aurélia Guilherme – Qual a maneira correta de fazer um chá?

Andréa Nunes – Para uso Fitoterápico, dependerá da parte da planta que será utilizada. Geralmente raízes, cascas, talos e sementes devem ser preparados por decocção. São fervidos junto com a água por aproximadamente 10 minutos ou até que ¼ (um quarto) da água seja reduzida. Já flores e folhas são preparadas por infusão. Desliga-se o fogo ao começar a subir bolhas na água, que é vertida numa xícara sobre as plantas. Depois abafa-se com uma tampa por 10 minutos. E pronto, o chá está feito!

Já na fitoenergética, o preparo é mais simples. Ao aquecer a água para infusão, e verter sobre as ervas, aguarde três minutos. Após ativá-lo, de acordo com as técnicas Fitoalquímicas, o chá estará pronto para uso.

Aurélia Guilherme – É possível que cada pessoa desenvolva sua própria receita com as plantas?

Andréa Nunes – De posse de conhecimento sobre a química e a energia das ervas, é perfeitamente possível. Porém, no tratamento de doenças, é indicado sempre o acompanhamento de um profissional.

Como as plantas podem presenteá-lo com qualidade de vida

A seguir, Andréa Nunes nos explica a melhor maneira de nos aproximar da fitoenergética. O resultado é um bem estar inexplicável, de você com você mesmo. É muito mais simples do que parece:

fitoenergetica-boa-vida-online“As ervas, assim como nós, são caracterizadas pela manifestação de uma só consciência. Portanto, há uma conexão entre as folhas, cascos e raízes e o nosso mundo. Para despertar a percepção do plano sutil que o permeia, utilize a sua planta preferida. Pode ser uma flor, um tempero ou qualquer outra que desejar.

Programe uma pausa no seu dia para esta experiência.

Desligue a TV, o rádio, o som do telefone. Mas pode por uma música suave e criar um ambiente aconchegante para se acomodar. Respire fundo três vezes e se concentre. Se tiver a erva fresca, comece observando-a com os seus sentidos físicos: forma, cor, textura, aroma. Se a tiver desidratada, explore-a por meio de uma imagem na internet, por exemplo. Depois, prepare um chá. Repita a exploração sensorial, agora com a bebida. Quando sentir que é hora, beba o chá. Se não gosta do sabor ou se a erva não é apropriada para ingerir, pode borrifar o chá no ambiente. Também pode-se tomar um banho com o mesmo, diluído em uma maior quantidade de água. O importante aqui é a conexão com o campo vibracional da erva.

Agora, se observe: sinta a sua vibração, perceba o seu corpo. O que você sente? Alguma emoção? Várias? Quais pensamentos vêm à sua cabeça? Dúvidas, lembranças, medos, compromissos, metas ou sonhos esquecidos? Permaneça por alguns minutos com você mesmo e a erva. Neste momento já há total integração do seu campo vibracional. Ao longo dos dias, fique atento aos insights despertados por esta experiência. Encontros, respostas, soluções e percepções. Repita sempre esta meditação, com a sua erva de afinidade. Abra-se a uma realidade bem maior do que o cotidiano prático nos mostra, atualmente.”

Andréa Cristina Nunes também atua como Consultora Ayurvédica em Saúde, no Espaço O Arcano. Atualmente, é aprendiz de Alquimia Espagírica e está sempre pesquisando práticas de cura, com a energia das plantas.

 

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