Olimpíadas: Perder Pode ser Bom, com o Preparador Físico Rafael Sotero

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Rafael Sotero durante as Olimpíadas, Rio 2016

“Amante do esporte desde pequeno, esse é um tempo festivo ao meu coração. Os Jogos Olímpicos em meu país, provocam emoções muito mais intensas e que vão além da minha bandeira verde amarela. São as emoções do esporte, da superação, da mágica máquina humana, que nos brinda com recordes, absolutamente inimagináveis. Ontem, assistindo ao nosso Thiago Cruz, do salto com vara, observei, com rigor, o semblante do atleta francês, estressado com a performance brasileira. Não sei, se ele tem preparo emocional para uma frustração daquela intensidade, uma vez que devia ter a certeza de que o ouro seria dele. De repente, vem o brasileiro e lhe tira o pódio mais alto. Como encarar tamanha decepção? É aquela velha questão: O copo está meio cheio ou meio vazio?

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Prof. Dr. Rafael Sotero, CREF 005324-G/DF – Graduado, Mestre e Doutor em Educação Física pela UCB; Professor da Universidade Católica de Brasília (UCB); Professor e Assessor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gerontologia da UCB; Professor Pesquisador do Laboratório de Avaliação Física e Treinamento (LAFIT – UCB); Professor de Programas de Pós Graduação Lato Sensu ; Autor de artigos nacionais e internacionais.

 

Sobre isso, chamo todos à reflexão, sobre a função da derrota no esporte, como um importante ingrediente de potencialização de desempenho. Frustrações, raiva, angústias podem ser aliados do atleta. Mas, qual é o limiar que divide o efeito positivo, do negativo, em uma derrota importante, quando se trata de um atleta de alta performance? O emocional de um atleta, não pode ser negligenciado e deve ser trabalhado, tanto quanto sua performance. Um torneio da amplitude dos Jogos Olímpicos, mobiliza esses atletas durante anos, com treinos exaustivos, sacrifícios sem fim, para apresentações, que podem ter um significado difícil, quando não há um preparo psicológico. Veja o caso da depressão do nosso Diego Hypólito? Quanto lhe custou, todo o processo de superação da tragédia emocional que se abateu sobre ele, depois de seus insucessos, nas últimas Olímpíadas?

Fazer parte de um mundo altamente competitivo, exige equilíbrio, acima de tudo. Treino na medida certa, alimentação supervisionada e acompanhamento psicológico, afinal a cobrança é imensa. Nossa Seleção Masculina de Futebol possui as estrelas máximas do esporte brasileiro. Mas, nós podemos observar em várias entrevistas que, nem todos ali, conseguem enfrentar a cobrança dos torcedores.

Quem dera todos tivessem a serenidade e a resiliência da brasileira Rafaela Silva, medalha de ouro no judô! Ela tem uma trajetória que merece um livro. Venceu a pobreza, as derrotas do caminho, o preconceito, com serenidade e jamais desistiu de seus ideais.

O atleta que sabe lidar com suas emoções tem maiores chances de ter sucesso. O autoconhecimento, através da meditação, da respiração, dos alongamentos, leva à um rendimento maior, não tenha dúvidas disso. O melhor competidor sabe de si mesmo e não deixa que, uma situação específica e que gere baixa auto estima lhe tome o lugar da humildade e da perseverança. Alta performance física anda lado a lado com a inteligência emocional.

Nesse fim de semana, no Rio de Janeiro, pude refletir, com minha querida esposa, a médica Carolina Adorno, a reação de cada atleta perdedor das provas que assistimos. Analisamos, embora de forma, rasa e superficial, o que todos já devíamos saber: perder faz parte da vida e, em determinados momentos, pode ser de maior valia do que a vitória. Perder, nos traz a consciência de que somos humanos, com infinitas possibilidades de superação, único caminho da evolução. Portanto, Perder, pode ser ser bom. Aproveite as derrotas da vida, para se tornar uma pessoa melhor. Tudo é uma questão de inteligência emocional!”

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O preparador físico Rafael Sotero e sua amada, a médica Carolina Adorno, Rio 2016

 

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Nunca vi o Rio de Janeiro tão incrível, a cidade está policiada, não vimos nada que pudesse nos remeter à violência. Medalha de ouro, para a organização das Olimpíadas, Rio 2016

 

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Foram cinco dias maravilhosos. Minha gata, eu e o esporte, Rio 2016

 

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Olimpíadas, Rio 2016, passeamos, comemos, bebemos, torcemos em paz

 

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Agora, é torcer mesmo para que os nossos atletas tenham mais apoio. Somos um celeiro de talentos, quando vão perceber isso? Rio 2016, inesquecível!

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