Pela evolução do Marketing goiano, com Letícia Gratão

 

Letícia Gratão é graduada em Publicidade e Propaganda pela PUC-GO. Cursa MBA em Branding (Gestão de Marcas), na Faculdade Alfa. Atua na área de Atendimento e Redação Publicitária.

Goiânia e o marketing

“Quando comparada a outras capitais, a história de Goiânia ainda é bastante nova. Construída na década de 1930, a cidade ainda necessita evoluir em vários aspectos e um deles é na forma de se fazer publicidade. Hoje, a abordagem das campanhas veiculadas ainda é feita sob os moldes do marketing 1.0, ou seja, com o objetivo de desovar os estoques, fazendo um agressivo esforço de vendas e impondo o produto ou serviço oferecido.

Henry Ford usava esse modelo de negócio em 1903. Sua lendária frase exemplifica bem a essência do marketing 1.0: “O carro pode ser de qualquer cor, desde que seja preto”. No entanto, não é preciso ser nenhum guru do marketing para saber que essa estratégia não funciona mais. Os consumidores estão buscando produtos e serviços cada vez mais personalizados, que combinem com seu estilo de vida e suas necessidades mais internas. A boa saída frente a empresa se dá por conseguir alcançá-lo no coração, e não no preço ou na funcionalidade”.

A importância do Branding

“Em uma era onde os produtos são facilmente copiáveis, é preciso ter algo a mais para oferecer. O Branding veio para somar nesse sentido: observar cada ponto de contato da marca com o consumidor, já que são nos pequenos detalhes que o relacionamento é construído. A forma de atender o telefone, de responder um e-mail, do atendimento no ponto de venda, da exposição dos produtos na loja, a fachada, a papelaria, a localização, o pós-venda… Branding é gerir tudo isso!”

Vendas personalizadas e o marketing 3.0

“É isso que falta no mercado goiano, personalizar as vendas. Entende-se por “personalizar”, a referência a algo que foi feito sob medida para quem vai receber, mas isso não significa que um e-mail com a introdução “Oi, Letícia!” é personalização. Isso é comunicação de massa do mesmo jeito. É invasivo e prolixo.

É preciso entender tribos, desejos, gostos e causas pelas quais o seu público tem afinidade. O pai do marketing, Philip Kotler, já introduziu esse conceito denominando-o como marketing 3.0. Ele diz que os consumidores buscam experiências e modelos de negócios que toquem seu lado espiritual – criativo. Esse novo jeito de fazer comunicação, baseado em valores, é o que há de mais inovador no marketing 3.0.

Portanto, buscar entender a fundo o público, através de pesquisa e observação, é imprescindível para reinventar o marketing. Nas grandes metrópoles, já é possível ver esse tipo de negócio sendo praticado. São lojas conceitos, eventos, experiências e tudo mais para envolver o consumidor. Essa publicidade invasiva e clássica de televisão, jornal, outdoor e impulsionamento no Facebook já não basta mais”!

Tempo de mudança

“É hora de repensar o modelo de comunicação praticado em Goiás para atrair o consumidor, de tal modo, que ele vai defender e proteger a marca sem que a empresa peça. É o lado espiritual, emocional, criativo. É o consumidor crítico, preocupado com as minorias, que quer representatividade, quer ser ouvido e se aliar a quem o escuta. Essa é a era do marketing 3.0”.

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