Problemas da mama, com a Mastologista Deidimar Abreu

O Câncer lidera a lista dos tipos de problemas da mama mais frequentes entre as mulheres Mas nem todo problema na mama é câncer.  Podem se tratar apenas de desconfortos cíclicos naturais femininos. Porém, atenção! As dores mamárias podem surgir como um aviso do organismo,  que merece maior investigação.

Problemas da mama, com a Mastologista Deidimar Abreu

Problemas da mama são naturais, uma vez que hormônios ditam as fases do ciclo feminino. Porém, alguns sinais merecem investigação médica

Problemas da mama

Saber a diferença entre nódulos e cistos e conhecer as formas de prevenção do Câncer de Mama é essencial no diagnóstico precoce da doença. Saiba um pouco mais sobre os problemas da mama, com a Mastologista Deidimar Abreu:

“Para entender os problemas da mama, é necessário saber sobre o seu funcionamento. A mama é formada por tecido glandular, tecido fibroso e gordura. Seu desenvolvimento se inicia por volta dos 10 anos de idade, com o aparecimento do broto mamário. Na adolescência, as mamas continuam o seu desenvolvimento. O amadurecimento ocorre por volta dos 18 anos.

Durante as várias etapas da vida da mulher, as mamas sofrem alterações determinadas pelo ciclo menstrual, pela gravidez, pela amamentação, pelo o uso de anticoncepcionais ou pela terapia de reposição hormonal.

A seguir, alguns dos principais problemas da mama:

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Dra. Deidimar Abreu, Mastologista, CRM – GO 5822

Dor Mamária Cíclica

A dor mamária é um sintoma muito comum. As mulheres precisam estar atentas para classificá-la como normal ou perigosa.

Existem dores na mama que são naturais da fisiologia feminina e podem aparecer frequentemente. Como estão ligadas ao ciclo menstrual, geralmente surgem nos dias que antecedem a menstruação. Ao final do fluxo, as dores desaparecem.

Isso acontece, como consequência das alterações hormonais e pela maior retenção de líquidos na segunda fase do ciclo menstrual. Por essas razões, a mulher se torna mais sensível a esses “desconfortos e dores. 

As dores mamárias que acontecem na segunda fase do ciclo menstrual e que são contínuas e/ou de forte intensidade merecem mais atenção. Isso se dá pelo fato de que as dores cíclicas só são consideradas normais se o grau de intensidade apresentar caráter leve ou moderado.

Quando essa dor é muito intensa e acompanhada de algum outro sintoma, como nódulo, vermelhidão na região mamária, saída de secreção pela mama ou febre é fundamental procurar a opinião de um especialista”.

Conheça o perfil da mastologista Deidimar Abreu no portal Boa Vida Online

Dor Mamária Não Cíclica

“As dores mamárias que não seguem o padrão cíclico dos períodos menstruais são denominadas de dores não cíclicas. Elas podem ocorrer em qualquer época da vida reprodutiva da mulher, atingindo uma região específica da mama. Como são dores que não apresentam sinal de normalidade, devem ser investigadas.

Existem dois tipos de dores mamárias não cíclicas:

Dores ‘verdadeiras‘ – A dor mamária não cíclica “verdadeira” é assim chamada, porque realmente aparece em uma região específica da própria mama.

Dores extra mamárias –  Já a dor extra mamária é percebida através da mama, mas na verdade, possui origem em outro local ou estrutura do corpo. Um exemplo de dor extra mamária é a fibromialgia. O problema é que a sensação de dor generalizada geralmente se localiza na região do tórax. Alguns pacientes acabam se confundindo , acreditando que o desconforto venha da mama”.

Nódulos e Cistos

Os nódulos e cistos também são considerados problemas da mama relacionados às alterações hormonais no nosso organismo. Utiliza-se a nomenclatura ‘nódulo’ para o que é sólido e ‘cístico’ para o que é líquido. O nódulo pode ser maligno (tumor que se dá pela multiplicação desordenada das células) ou benigno. Dentre os nódulos benignos, o mais comum é o fibroadenoma. Seu desenvolvimento pode ser estimulado pelos hormônios endógenos, produzidos pelo próprio organismo. Porém, o estímulo pode vir do uso de pílulas anticoncepcionais.  O mesmo pode acontecer quando é realizada a terapia de reposição hormonal.

Investigação necessária

A existência de nódulos deve ser investigada por meio da ultrassonografia, da mamografia, por punção e por biópsia. É importante lembrar que nem sempre há necessidade de se retirar os nódulos. Pode-se acompanha-los por um longo período de tempo, dependendo da avaliação de cada caso. Porém, para acompanha-los é imprescindível uma biópsia de confirmação de que sejam benignos.

Os cistos podem aparecer em qualquer período da vida reprodutiva da mulher e em sua maioria são benignos. Eles surgem com maior frequência no período pré-menstrual, quando há maior retenção de líquidos.

A sua formação está relacionada com o desuso da mama. Explicando melhor: Se a mulher não está gestante ou amamentando, os elementos da mama ficam atrofiados e por isso os cistos aparecem. Quando são assintomáticos, é realizado apenas o acompanhamento médico dos cistos. Mas, quando medem acima de 3 centímetros, podem ser dolorosos. Pode ser necessário esvaziá-los.

Os cistos só são preocupantes quando existe uma lesão de consistência sólida em seu interior.

Câncer de mama

As dores mamárias, os cistos e os nódulos são frequentes problemas da mama. A depender da gravidade, podem estar relacionados ao câncer de mama. Há necessidade de fazer uma mamografia.

A mamografia, para rastreamento do câncer de mama deve ser feita após os 40 anos, anualmente. Nos pacientes que já possuem casos de câncer de mama na família, o ideal é começar a mamografia já aos 30 anos de idade ou 10 anos antes da idade em que o parente de primeiro grau foi diagnosticado (desde que não seja feita antes dos trinta anos de idade).

O auto-exame da mama, ultimamente não anda sendo estimulado na prática clínica.

Achamos que a prática gera ansiedade ou falsa segurança. É claro que tem sua importância, porém estimulamos que a paciente procure um médico para ser examinada. Mas, caso a mulher queira se examinar, isto deve ser feito uma semana após o período menstrual. Quando a mulher não menstrua mais, o ideal é fazer no primeiro dia do mês.

Podemos considerar que o câncer tem origem genética – uma lesão é herdada ou adquirida no DNA das células. A partir da lesão, há uma proliferação descontrolada das células. Esse descontrole celular pode ser causado por fatores de ordem pessoal (menstruação precoce, menopausa tardia, obesidade pós-menopausa e o fator da hereditariedade.

Fatores de ordem externa

Uso de bebidas alcoólicas, consumo exagerado de gordura saturada, consumo exagerado de carne vermelha, ingestão de pouca fibra, sedentarismo e uso de medicamentos à base de hormônio, anticoncepcionais orais ou repositores de hormônios na fase madura, pelo uso contínuo e prolongado, acima de 5 anos podem ser gatilho para as alterações no DNA da célula .

Normalmente o câncer de mama não apresenta sintomas. Quando aparecem, é porque a doença já está em estágio avançado. Mas, de uma maneira geral, deve-se ter muita atenção quando há descarga mamilar sanguinolenta, linfonodos na axila, alteração de coloração da pele da mama e nódulos mamários. Geralmente, esses nódulos são endurecidos, indolores e não somem após o período menstrual.

O tratamento para o câncer de mama inclui cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia.”

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