Risco de suicídio na adolescência

 Quantos problemas emocionais temos durante a vida? O ser humano é um poço de desconhecimento de si mesmo. Com o outro então, nem se fala! O fato é que há muita angústia nos corações humanos. Angústia que, em muitos, tem início lá na infância. Não é prudente fechar os olhos para filhos que pedem socorro através de gestos, palavras e atitudes. “Cão que late, pode morder, sim! O risco de suicídio na adolescência é real. É preciso saber lidar com o tema.

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A linda ruiva Nanna Bessa teve vários motivos para não querer viver. Passou pela falta de afeto e atenção e deixa seu recado para o real risco de suicídio na adolescência

 Risco de suicídio na adolescência

Ah, juventude… Filhos pequeninos são tão mais fáceis de lidar… a passagem para a vida adulta exige bastante inteligência emocional dos pais. Os mais desatentos à uma leitura mais contextual do comportamento dos adolescentes não percebem sinais importantes. É assustador o número de casos de adolescentes que põem fim à vida. Alguns berram através de sinais. Não se pode subestimar o risco de suicídio na adolescência.

Depressão, com a psicóloga Maria Luíza Carvalho.

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Risco  de suicídio na adolescência – A cosplay Nanna Bessa faz um lindo trabalho que nos coloca frente a frente com o imaginário. Ela nos transporta para os quadrinhos. Surge a heroína que está acima da realidade, muitas vezes, doída no coração. A fantasia é o escape?

Sou completamente fã da cosplay Nanna Bessa. Ela mora em Brasília e tem sacadas ótimas  nas suas redes sociais. Mesmo diante de um assunto tão tenso e cheio de tabus, ela não se cala e deixa sua marca, sempre positiva. Nanna fala o quanto pais ou responsáveis por crianças e adolescentes devem ter mais cuidado com os corações dos pequenos.

O Risco de suicídio na adolescência é maior do que se pensa.

Deixo abaixo o texto escrito por Nanna Bessa sobre o Setembro Amarelo. Essa linda ruiva é uma inspiração para todos!

…”eu não fico apoiando o Setembro Amarelo. Sei o quanto me exponho, mas quem sabe a minha dor possa curar outros? Eu sempre pedi ajuda. Desde que me entendo por gente. Filha única, fui criada praticamente solitária. Era impedida de descer até o playground o prédio por varias vezes porque as “crianças maiores iam me machucar”.

Se eu xingava, passavam molho de pimenta na minha boca, me colocavam de castigo ou me davam uma surra quando eu “aprontava”.

Cresci solitária. Sofri bullying no colégio desde sempre. Nome exótico, branquela, dentuça, nerdona e gordinha. Era um prato cheio.

Sabe quantas vzs minha família foi às escolas me defender? Nenhuma. Só na 5ª série,  fui expulsa de 5 escolas. Sempre vivi um inferno em casa”. 

Vítimas de bullying – Reconheça os sinais emocionais do seu filho

“Mãe abusiva, vó que fazia questão de me mostrar o quanto eu era inadequada. Claro que isso tudo fazia eu me sentir ainda mais sozinha e ainda mais inadequada. Por mais da metade da minha vida sempre namorei. Passava poucos meses sozinha.

Tentava ter na rua o que não tinha em casa: amor, atenção, compreensão, aceitação.

Claro que só me metia com estrupícios. Alguns igualmente abusivos. Ou agressivos. Com 18 anos eu me cansei. Tomei remédios pra dormir uns dias. Os mesmos remédios tarja preta que tive que tomar pra poder ficar “magra” como uma agência de modelos me exigia. Fui parar na UTI. Só pedi ajuda porque uma amiga que morava nos EUA na época me obrigou. Saí com sequelas. Até hoje ainda sofro com as consequências daquele dia”.

Veja também um caso de suicídio infanto juvenil, provocado por bullying na escola!

 

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Risco de suicídio na adolescência – Nanna Bessa deixa seu alerta para pais desatentos e pouco afetuosos e diz que campanhas como  Setembro Amarelo deveriam acontecer todos os meses

“Eu não queria morrer. Eu queria uns dias de paz. Queria que escutassem o quanto aquilo me doía.  Ao sair, imaginei que teria uma vida diferente, que seria enfim cuidada. Não fui.

Ainda hoje ouço as mesmas coisas: ‘Você é igual ao seu pai'(de maneira pejorativa, claro). ‘Você nunca me dá tempo pra nada. Não tenho dinheiro pra nada’.

Dentre outras coisas que ouvi da minha vó, que eu tanto amava, mas que, nesses momentos, NUNCA esteve do meu lado, foi: ‘Cuidado com sua mãe, ela tá velha e, se ela morrer, o que vai ser de vocês'”….

“Sabe quantas vezes pedi ajuda de maneira velada ou direta em redes sociais e fora dela? INÚMERAS.

Poucas vezes fui ouvida. Mesmo quando ficou bem claro que as dores físicas que sempre sinto e que me levam para o hospital é consequência da cabeça não está aguentando segurar tudo. 

Então, por favor, em respeito a mim e a quem sofre de depressão (não é o meu caso, só passo por coisas merdas mesmo) e a quem não aguenta segurar a marimba, não fiquem só divulgando que estão com inbox aberto, se não são capazes de olhar pra quem está ao seu lado, olhar pra sua família, que provavelmente o próximo suicida está ali, perto de vc, só querendo uma vida de paz. Seja nessa ou em outra.

Muito do que passei foi ocultado nesse post. Mas quem convive de perto sabe o quanto de ‘coisa’ já me ocorreu, na família e fora dela”!

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