Set list para iniciar um 2017 dançante, com Bruno Caveira

Quem está inserido na noite goiana, com certeza, já viu esse jovem caricato discotecando por aí. Bruno Caveira é responsável por entrar nas pistas e deixar a galera suando, simplesmente pela energia dançante que espalha com seu set. Mergulhado em um arsenal brilhante de influências sonoras de peso, Caveira trás um forte resgate nostálgico das baladas dos anos 90, trazendo à tona batidas peculiares de toda uma geração. E quem não se identifica com a música pelo passado, acaba conhecendo e se balançando também. A valorização da cultura brasileira, em seus diferentes pontos do país, aparecem sempre no set de Caveira. Desde do nostálgico até as novidades marcantes atuais, do extremo bom gosto ao quase trash cômico é que se pautam as noites dançantes de Bruno. Boa Vida Online conversou com o DJ e trouxe um pouco de sua trajetória, juntamente com um set especial de Caveira, que você confere ao final da matéria: Set para balançar 2017 em grande estilo, confira:

Se tornando um Dj

“Me tornei Dj meio que sem querer. Eu sempre gostei muito de música, ganhei meu primeiro vinil aos oito anos de idade do meu avô: o primeiro do Guns n Roses, Appetitte For Destruction, que me foi dado pelo simples fato de ter uma mulher nua na capa e não pela música (claro, machismo nosso). Mas, a cada dia que passava, fui pirando no mundo da música. Escutei muito hip hop e trash metal até os 17 ou 18 anos – Slayer, Obituary, Dorsal Atlantica, Planet Hemp, Black Alien e Speed. Dois álbuns de 1993 me marcaram muito: Raio x do Brasil dos Racionais e Chaos A.D do Sepultura. Lembrando que, em 1993, eu tinha só 11 anos, portanto, só fui escutá-los um tempo depois (risos)”.

O ofício

“Depois dos 20 idade, já com uma coleção boa de cds, fui morar com dois amigos que eram Djs e haviam feito um curso em São Paulo. Comecei então, a mexer na cdj deles por pura curiosidade e um deles me convidou pra “tocar” em um evento de música eletrônica trance, que rolou em Goiânia, no antigo Kaverna. Aí, toquei no chill out muito trip hop, massive attack, portishead tricky e algumas pessoas gostaram muito, inclusive o cara que estava fazendo a festa, foi então que recebi um convite pra tocar no chill out, do Festival da Tranceformation, no carnaval de 2006. Depois, no mesmo ano, rolou a Earthdance, um festival famoso que acontece no mundo todo”.

Os sets

“Na verdade, eu nunca preparo sets. Geralmente, eu penso nas três ou quatro primeiras músicas, me baseando na ideia do evento.  Por exemplo, se for algo em uma boate mais comercial, tento achar músicas que me agradam dentro de um estilo pop mais comercial, mesmo sendo algo que eu pouco faço. A maioria dos meus sets, vem do sentimento do momento: percebo o que está agradando, dentro da história que estou contando na pista, vou procurando músicas que tenho daquele estilo e inserindo no contexto”.

Um Dj é um contador de histórias

“Lembro de um set que vi do Dj Marky, na Pulse, uma boate extinta de Goiânia, que funcionou em meados dos anos 2000.  Ele colocou um vinil da trilha sonora da novela Roque Santeiro para tocar e mixou com Drum n Bass, que era o estilo que ele tocava, nunca me esqueci disso. Não importa de onde venha a música, se ela é boa tem que ir para a pista e tem que ser tocada mixada. Um Dj não pode ter preconceito musical, até porque não existe música ruim”.

Set para balançar 2017 em grande estilo

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