Sete dicas para uma gestação saudável, com o doutor João Luiz Tarlé Rosa

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Primeiras semanas 

“Durante as primeiras semanas de gestação, é extremamente importante que a futura mamãe passe por uma bateria de exames laboratoriais que incluem o hemograma, a glicemia de jejum, as sorologias, os exames simples de urina, pesquisas para a determinação do grupo sanguíneo, os testes protoparasitológicos, a análise de colpocitologia oncótica (Papanicolau ou exame que detecta o câncer de colo de útero) e o teste de tolerância a glicose simplificada, ideal para triagem de diabetes gestacional.

Já a primeira ultrassonografia, deve ser feita entre a sétima e a oitava semana de gestação. Dessa forma, além de possibilitar com maior precisão a data inicial da gestação e de averiguar se o bebê está se desenvolvendo dentro da normalidade, também é possível detectar o batimento cardíaco do feto e verificar se a gravidez está se desenvolvendo dentro do útero ou nas trompas, condição grave, em que é preciso interromper a gravidez. “

Pré – Natal

“Conforme recomendações da Organização Mundial de Saúde, bem como do Ministério da Saúde, em uma gestação de baixo risco, é preciso que a futura mamãe realize, no mínimo, seis consultas de pré – natal.

Vale ressaltar que a primeira visita ao Ginecologista e Obstetra deve acontecer o mais cedo possível. Além disso, são aconselhados retornos mensais até a semana de número 32; quinzenais entre a 32ª e a 36ª semana de gestação e retornos semanais, da 36ª semana até o parto.

Também é importante lembrar que, nos casos de gestação de alto risco, devem ser realizadas consultas mensais até a semana de número 28; quinzenais da 28ª a 36ª semana de gravidez e semanais, da 36ª semana até o parto. Cuide – se. Um bom pré-natal é fundamental para um parto tranquilo! Quando a saúde da mãe e do bebê são monitorados mensalmente é possível evitar as ameaças de parto prematuro; de anemia por falta de ferro; a pressão alta; a pré-eclampsia; e que o bebê nasça abaixo do peso mínimo ideal que é de 2,5 quilos.”

Xô Zika!

melhor-repelente-para-gravidas“Diante da epidemia do Zika Vírus e de sua relação com o surto de Microcefalia, as gravidinhas não só podem, como devem usar repelentes, inclusive os industrializados.

Os mais indicados e seguros para as gestantes são aqueles à base de Icaridina, no mercado, o nome comercial é Exposis®; há também o DEET, encontrado no Off Repelex®; e o IR3535, presente na Loção antimosquito da Johnson®.

Além disso, os repelentes elétricos também são uma boa alternativa, mas atenção, eles devem ser ligados a uma distância mínima de dois metros das futuras mamães.

As grávidas também devem se cobrir com roupas claras, uma vez que o inseto é atraído por cores escuras. O suor e o cheiro da pele também fazem parte de suas preferências. Todo o cuidado é pouco. Cuide-se!”

Bebidas alcoólicas X Gestação 

“Com as chegada das festas de final de ano, também vem os exageros à mesa e a ingestão de bebidas alcoólicas. Mas atenção gravidinhas de plantão: consumir bebidas alcoólicas durante a gestação pode provocar a Síndrome Alcoólica Fetal, um mal que causa malformações craniofaciais, no sistema nervoso central, no aparelho genitourinário, na pele, nos músculos e no esqueleto, além de alterações no desenvolvimento cardíaco do feto. Por isso, nada de álcool em qualquer período da gestação!”

Ganho de peso 

“Existe um padrão geral de aumento de peso aceitável durante a gestação. Ele consiste em uma conta simples, que leva em consideração o equivalente a 5% do peso inicial da mulher acrescido de 6 quilos.

Entenda: Uma mulher que pesa 60 quilos, teria um aumento de peso aceitável de até nove quilos.

Além de ajudar a controlar o peso, praticar atividade física durante a gestação diminui as chances da gestante desenvolver diabetes gestacional, hipertensão arterial e dores na coluna. Hidroginástica, natação, pilates e caminhadas ao ar livre são boas apostas. O que interessa é se mexer!”

Pós – Parto 

“Depois do nascimento do bebê, a mulher vai notar um sangramento que pode durar até 40 dias. Neste sangramento, são eliminados os resíduos da gestação, uma espécie de limpeza do útero feita pelo organismo.

Passado esse período, e caso a mulher ainda esteja amamentando, a menstruação pode ser interrompida durante meses. Isso acontece devido aos hormônios produzidos durante o aleitamento materno que bloqueiam a ovulação.

Na medida em que a amamentação diminui, o ciclo menstrual vai voltando ao normal. A ovulação volta a acontecer quando o bebê passa a se alimentar de outras fontes de alimento e o aleitamento materno deixa de ser exclusivo.”

Amamentar, amamentar e amamentar 

amamentacao“Diversos mitos rondam a amamentação, até mesmo o de que o leite materno é fraco e que não “sustenta” o bebê!

Pensando nisso, é essencial esclarecer que NENHUM leite materno é fraco. O que acontece é que, no início da amamentação, ele tem um aspecto um pouco mais ralo e aquoso. Trata – se do Colostro, o primeiro leite secretado pela mãe.

O Colostro é riquíssimo em proteínas, sais minerais e anticorpos que fortalecem o sistema imunológico do recém nascido, protegendo – o de infecções e de viroses. Mesmo em quantidades menores e por apenas alguns dias, esse primeiro leite, é muito mais que um alimento, já que funciona como uma espécie de “vacina” natural para o bebê. 

Além disso, a amamentação na primeira hora de vida dos bebês, estimula a produção do leite materno rapidamente e diminui o risco de hemorragia, uma vez que provoca contração uterina.

Também é importante ressaltar que amamentar ajuda na adaptação do bebê na vida fora do útero e libera endorfina, substância natural que deixa a mamãe mais calma e o bebê tranquilo. Um ato de amor que estabelece um forte vínculo entre mãe e filho, através do contato pele a pele e do cheiro materno.”

 

 

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