Sexo Oral e o Câncer de Garganta

sexo oral e câncer de garganta

Dr. Antônio Paulo Gontijo, Cirurgião de Cabeça e Pescoço, CRM – GO 4436

Além das mulheres, os homens também podem sofrer as consequências do vírus HPV, quando praticam sexo oral. O câncer de boca e de garganta são muito frequentes entre os homens da Europa e dos Estados Unidos. Nesses países, a cada três casos desse tipo de tumor, dois homens contraem a doença, pelo contágio com o vírus. Foi o que aconteceu com o ator Michael Douglas, em 2010.

Os tumores na boca e na base da língua se apresentam em feridas que não se cicatrizam. Caso não sejam tratados, a ferida passa a doer, principalmente se for na faringe, onde o incômodo para se alimentar é bem intenso, além da forte dor, que pode ser refletida também no ouvido. Na laringe o primeiro sintoma é a rouquidão.

Essa vulnerabilidade dos homens a esse tipo de tumor, se dá porque o sexo começa mais cedo a cada nova geração e a quantidade de parceiras diferentes também contribui pelo aumento do número de casos. O problema é que o HPV muda as características das células, quando são infectadas, tornando – se o câncer.

Em Goiás, segundo o Cirurgião de Cabeça e Pescoço, Antônio Paulo Gontijo, as maiores causas da doença são o tabagismo e o alcoolismo. As chances de cura são maiores, quando o diagnóstico é precoce, sendo que para o câncer na região da boca e da garganta, a cura também vai depender do tipo de lesão e se o paciente não está debilitado. Ainda segundo o doutor Paulo, a primeira etapa do tratamento, que consiste em cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia, é extremamente importante para determinar o prognóstico do paciente.

Lembrando que sexo seguro não transmite doenças. A disseminação do HPV, em ambos os sexos, é muito grande e os homens são mais expostos do que as mulheres na contaminação desse vírus. Em boa parte das pessoas, o vírus é eliminado em até dois anos. Porém, não é bom arriscar. A camisinha é de uso obrigatório, aprenda a usa-la e se acostume com isso!

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