Tratamento de quimioterapia – O que é preciso saber

O Tratamento de quimioterapia é uma das mais eficazes terapias na luta contra o câncer. Em alguns casos, sequer há necessidade do emprego de outras terapias. Apenas as sessões de quimio resolvem. Linfomas, leucemias e tumores de testículo são exemplo de cânceres curáveis apenas com o emprego da quimioterapia. Em outros tipos, pode ser utilizada em conjunto com outras abordagens.

Tratamento de quimioterapia - Entenda essa terapia

Em um diagnóstico de câncer pode-se escolher por caminhos diferentes em um tratamento de quimioterapia

Tratamento de quimioterapia

Ao longo do tempo, a oncologia se aprimora com o desenvolvimento das drogas empregadas no tratamento de quimioterapia. Os resultados são muito bons, na grande maioria dos tumores malignos. O oncologista clínico Marcus Sampaio nos fala sobre as abordagens permitidas pela quimioterapia e o quanto elas salvam vidas!

Tratamento de quimioterapia - Entenda essa terapia

“No momento, os oncologistas estão, justamente, trabalhando para determinar quais as melhores formas de tratar cada caso. Há uma busca incessante para individualizar o tratamento a cada paciente. Assim, aumenta-se o controle e a cura, bem como, minimiza-se os efeitos colaterais da quimioterapia”

“Em um diagnóstico de câncer pode-se escolher por caminhos diferentes em um tratamento de quimioterapia. A hormonioterapia, por exemplo, tem o poder sistêmico. Diferentemente da cirurgia e da radioterapia, que são tratamentos localizados. A hormonioterapia permite que as drogas façam efeito no corpo inteiro. A quimioterapia também se utiliza dos anticorpos monoclonais, que interferem na transmissão de sinais celulares.

Essas são drogas fabricadas em laboratório, programadas para ligarem-se a pontos específicos. Veja o quanto essa tecnologia nos traz a possibilidade de tratamentos mais direcionados, com maior chances de cura e de controle de cânceres de intestino, de mama, de pulmão, nos linfomas e leucemias. Além de ser utilizada em tratamentos de tumores, a terapia com anticorpos monoclonais se mostra eficiente em pacientes com artrite reumatoide e outras doenças também”.

Interruptores de células

“Outros medicamentos também interferem na transmissão de sinais dentro e entre as células. Por possuírem moléculas menores, esses medicamentos ligam ou desligam vias de informação das células. Em muitos tipos de câncer, sabemos que essas vias estão desajustadas. O simples ato de desliga-las pode trazer resultados impressionantes. Dois exemplos muito interessantes são a Leucemia Mieloide Crônica e os tumores de estroma gastrointestinais. Ambas apresentam alterações nessas vias de sinalização, porém, em lugares diferentes. O interessante é que essas vias podem ser interrompidas por um medicamento, o imatinibe. Este medicamento mudou completamente a forma de tratar essas doenças e tornou o controle do tratamento muito mais eficiente. Nesse caso, foi, de fato, o que se pode-se chamar de uma revolução no tratamento.

No momento, os oncologistas estão, justamente, trabalhando para determinar quais as melhores formas de tratar cada caso. Há uma busca incessante para individualizar cada tratamento, em relação a cada paciente. Assim, aumenta-se o controle e a cura, bem como, minimiza-se os efeitos colaterais da quimioterapia”.

Efeitos colaterais de tratamento de quimioterapia

“Quando o assunto é câncer, há muita dificuldade em encontrar um tratamento único e definitivo. A ciência tem focado nos efeitos colaterais. Esse é um ponto crucial. O câncer, nada mais é, do que uma célula que não responde aos controles do nosso corpo. Não há comando quando é preciso parar de se dividir e morrer, em um processo conhecido, como apoptose.

Nesses casos, trata-se de nossa própria célula, que apenas adoece. Por isso, do ponto de vista genético, há poucas diferenças entre a célula que está doente e a que está saudável. É uma situação muito diferente do que ocorre em uma infecção, por exemplo. Na infecção, nosso organismo é invadido por células muito diferentes das nossas, como no caso de bactérias.

Assim, na quimioterapia, os remédios acabam agindo nas células alteradas e nas células normais ao mesmo tempo. Isso limita as doses que podemos usar, pela toxicidade que elas advêm. Mas, o fato é que, atualmente, esses efeitos colaterais têm formas muito mais eficientes de controle. As novas abordagens desenvolvidas, levam em conta a busca por medicamentos menos tóxicos”.

Imunidade comprometida

“Quimioterápicos e tumores, de maneira geral, agem nas células que estão se multiplicando. Também é o caso de grupos de células normais, como as que dão origem às células do sangue. Por consequência, essas células podem ter seu número reduzido. Com isso, o paciente tem elevado o risco de anemia, infecções e sangramento, intimamente relacionados às funções dos glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, respectivamente.Felizmente, é possível reduzir o risco dessas complicações, agindo de forma preventiva, ou quando utilizamos os melhores antibióticos para tratar a infecção.Infelizmente,não existe tratamento com risco zero de complicações. Daí, a importância de buscar serviços especializados, voltados para esses tratamentos delicados”.

Tratamento de quimioterapia - Entenda essa terapia

“A ciência tem focado nos efeitos colaterais. Esse é um ponto crucial. O câncer, nada mais é, do que uma célula que não responde aos controles do nosso corpo. Não há comando, quando é preciso parar de se dividir e morrer

Como funciona um tratamento de quimioterapia

“O tratamento começa, na verdade, com um diagnóstico acurado. O passo mais importante em medicina é saber o que se está tratando, com a maior quantidade de detalhes possível. O papel do oncologista clínico, neste contexto, está, justamente, em agir em conjunto, muitas vezes, como coordenador dos esforços de muitos profissionais médicos e não médicos. Vamos incluir os farmacêuticos, bioquímicos, biomédicos e outros. Saber as características detalhadas de um determinado tumor, em um determinado paciente,possibilita escolher entre os vários caminhos possíveis. Aquele caminho, com melhores chances de bons resultados e que tenha acesso às tecnologias de ponta. No Brasil e, particularmente, em Goiás, temos acesso às tecnologias mais modernas. Não ficamos atrás, nem mesmo, de centros bem mais desenvolvidos.

Uma vez estabelecido o diagnóstico pormenorizado, com detalhes do tumor, suas características e sua localização, passamos à escolha do melhor tratamento. Da mesma forma, como quem busca o melhor caminho em um mapa. De forma resumida, temos como possibilidades de tratamento,a cirurgia, a radioterapia, além do uso da quimioterapia, dos anticorpos monoclonais e dos medicamentos que interferem nas vias de sinalização celular. São muitos caminhos possíveis de serem seguidos, por isso, o estudo de cada caso deve ser absolutamente bem feito. Os atalhos costumam ser difíceis”.

Interatividade entre medicamentos

“Sabe-se que os medicamentos de uso mais habitual, como os que mantêm a pressão e o diabetes sob controle, não interferem no tratamento de quimioterapia. No entanto, a equipe oncológica deve estar ciente sobre quais os medicamentos o paciente vem utilizando. Assim, há necessidade de uma análise mais minuciosa desses medicamentos e reparada alguma possível incompatibilidade entre eles.

Chamo a atenção para a interação medicamentosa dos quimioterápicos com os chamados “remédios alternativos”. Babosa, as tradicionais garrafadas e as misturas de ervas são alguns exemplos. Pouco se sabe sobre os efeitos positivos dessas substâncias. Elas podem se tornar uma interferência perigosa, quando ingeridas durante um tratamento oncológico. Algumas pessoas realmente acreditam que esses produtos naturais ajudam na cura de tumores malignos. Mas não existe comprovação científica sobre os seus efeitos. Principalmente aqueles pacientes debilitados pela doença e pelos quimioterápicos.

É importante salientar que os medicamentos “naturais” podem mesmo reduzir os efeitos desejados e benéficos de um tratamento tradicional ou aumentar seus efeitos colaterais. Eles podem atrapalhar o tratamento”.

Muita calma nessa hora

 “Diante de um diagnóstico de câncer, é preciso manter a calma. Passado o susto, deve-se buscar o auxílio dos médicos que trabalham na área. O papel do oncologista clínico é ter um diagnóstico detalhado do paciente. Deve-se buscar toda a tecnologia disponível em cada situação. Assim, como não existe apenas um tipo de câncer, não há apenas um caminho. Vimos acima, que podemos seguir por várias direções. É preciso ter competência nessa hora.

Uma vez, com o diagnóstico pormenorizado em mãos, as melhores abordagens são discutidas com outros médicos especialistas. Da mesma forma, deve-se explicar ao paciente e aos seus familiares, toda a conduta que será utilizada. É preciso ter em mente que o paciente é a peça fundamental. É, em torno do paciente que todo o sistema deve funcionar. sempre buscando o melhor resultado, com profundo respeito às opiniões e desejos do paciente.

Alguns tipos de câncer, como os de pele são muito comuns e altamente curáveis apenas com tratamento cirúrgico. Sequer há a necessidade de outros tratamentos.Tenha em mente que, raramente o diagnóstico de câncer implica em tratamento de urgência. Temos tempo suficiente para nos assegurar do diagnóstico e para fazer um planejamento adequado do tratamento”.

Diagnóstico preciso

“Assim, o primeiro passo é a confirmação do diagnóstico. É preciso saber exatamente a extensão do problema. Feito isso, fica mais simples determinar o melhor caminho a seguir. Algumas atitudes devem ser evitadas. Ansiedade excessiva e pressa podem levar a um tratamento sem planejamento.

Outro ponto que devo destacar é que alguns pacientes negam a realidade da situação. Porém, isso pode postergar um tratamento e, em casos extremos, até comprometer um bom resultado. Pode-se perder alguma chance de cura por medo do tratamento. Este é um medo, na grande maioria das vezes, infundado. Podemos agir com eficiência, mesmo quando o adversário é um tumor maligno. É muito comum ouvir historias e conselhos de pessoas não médicas. Não estou aqui desconsiderando a sabedoria popular, ou mesmo, a importância dos valores culturais. Porém, a maioria do que se percebe nessas intervenções populares, vêm de conceitos mal concebidos, preconceitos e muita desinformação”.

Visite o perfil do doutor Marcus Sampaio no portal Boa Vida Online

Visite o Site: CanalOncovida.com.br

 

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