Tratamento para menopausa, com a ginecologista e obstetra Clarissa Japiassú

Entre os 45 e 55 anos não tem jeito, TODA mulher, veja bem: TODA mulher vai chegar à Menopausa. Isso ocorre com maior ou menor desconforto. Essa fase é marcada pela última menstruação da vida. Trata-se de um processo natural e que não acontece do dia para a noite. O estrogênio e a progesterona vão deixando de ser produzidos e a mulher entra no Climatério. O relógio biológico feminino começa a dar sinais de que os ovários estão entrando em falência. É hora de pensar em um tratamento para menopausa.
Tratamento para menopausa, com a ginecologista e obstetra Clarissa Japiassú

Entre os 45 e 55 anos, o relógio biológico começa a sinalizar que os ovários estão entrando em falência. É interessante considerar um tratamento para menopausa

Tratamento para menopausa

Ganho de peso, menstruação irregular, ondas de calor, irritação, secura vaginal, insônia e falta de desejo sexual. Esses são apenas alguns dos sintomas que marcam o Climatério. Uma fase de transição entre o período fértil e a Menopausa, propriamente dita. Nesta entrevista, nossa consultora em ginecologia e obstetrícia, Clarissa Japiassú esclarece sobre o tratamento para menopausa. Essa fase é bem marcante da vida da mulher. Veja o que fazer:

Tratamento para menopausa, com a ginecologista e obstetra Clarissa Japiassú

Dra. Clarissa Japiassú – Ginecologista e Obstetra – CRM – GO 11468

Aurélia Guilherme –  A vida fértil da mulher passa por diversas etapas. Como entender a “engenharia reprodutiva” que existe por trás do ciclo reprodutivo feminino, até chegar à Menopausa:

Dra. Clarissa Japiassú – Sim, passa. O menacme corresponde ao período fértil da mulher que vai, desde a primeira menstruação (menarca) até a menopausa (última menstruação). Durante o menacme há produção hormonal normal. O Climatério corresponde ao período  chamado de pré-menopausa, quando ela pode apresentar sintomas e ainda menstruar. Já a menopausa é após a última menstruação, com ou sem sintomas. Ao entrar no climatério, ocorre a diminuição gradativa da produção hormonal causando alterações físicas, neurológicas, psicológicas e emocionais.

Aurélia Guilherme – Após o fim da menstruação, Menopausa é confirmada, aqueles sintomas desagradáveis que começaram lá no climatério permanecem?

Dra. Clarissa Japiassú – A presença ou ausência de sintomas depende de cada paciente, se intensos ou leves também. E a duração pode ser em média de 5 a 15 anos, depois da última menstruação.

Aurélia Guilherme – Mesmo finalizada a fase reprodutiva, a mulher menopausada precisa continuar com a reposição hormonal?

Dra. Clarissa Japiassú – É preciso avaliar. A Terapia Hormonal, como é chamado o tratamento para menopausa, é usada para melhorar a qualidade de vida da paciente. Essa qualidade é prejudicada pela queda da produção hormonal. Por isso, não há um prazo máximo de utilização nem a obrigatoriedade se ser feita em toda a paciente.

Aurélia Guilherme – Caso ela pare com o tratamento e interrompa a reposição dos hormônios, como reage o organismo?

Dra. Clarissa Japiassú –  Há pacientes que se sentem bem sem a Terapia Hormonal. Outras voltam a apresentar insônia, fogachos, labilidade emocional, desânimo, diminuição da libido, secura vaginal, incontinência urinária e cistite de repetição.

Tratamento para menopausa, com a ginecologista e obstetra Clarissa Japiassú

Sabe aquelas ondas de calor típicas da Menopausa? Elas acontecem porque a diminuição dos níveis de estrogênio afeta o centro termorregulador da mulher. Esta é uma região do cérebro, responsável por regular a temperatura do organismo. A terapia de reposição hormonal é uma das alternativas mais eficientes para tratar esse mal 

Aurélia Guilherme – Além dos sintomas mencionados anteriormente, de que forma a queda dos hormônios sexuais afeta a mulher?

Dra. Clarissa Japiassú – As pacientes relatam uma espécie de rapidez no envelhecimento. Isso quando não há tratamento para menopausa com a Terapia Hormonal. Porém, volto a ressaltar que  cada caso deve ser particularizado. Há pacientes que não apresentam queixas.

Aurélia Guilherme – A reposição hormonal pode evitar uma série de desconfortos típicos do Climatério e da Menopausa. Entretanto, esse ainda é um assunto que divide os especialistas. Doutora Clarissa, qual a sua opinião sobre a terapia de reposição hormonal?

Dra. Clarissa Japiassú –  É necessário avaliar cada paciente e particularizar o tratamento. Desde que seu histórico de saúde permita e seus exames de rotina estejam normais, recomendo a Terapia Hormonal. Este é um tratamento que promove melhora dos sintomas da menopausa e, consequentemente, da qualidade de vida.

Aurélia Guilherme – A partir de que momento o tratamento para menopausa pode ser iniciado?

Dra. Clarissa Japiassú – Quando a paciente começar a apresentar sintomas que interfiram na sua qualidade de vida.
Tratamento para menopausa, com a ginecologista e obstetra Clarissa Japiassú

O médico irá avaliar se não há contra indicações para a Terapia Hormonal. A reposição hormonal pode ser feita com comprimido, implantes, adesivo, gel, creme vaginal

Aurélia Guilherme – De que forma a terapia de reposição hormonal é feita?

Dra. Clarissa Japiassú – Há muitas formas. Hoje, há hormônios em forma de comprimido, implantes, adesivo, gel creme vaginal e ainda os fito hormônios, considerados mais naturais.

Aurélia Guilherme – Qual a sua opinião sobre os hormônios bioidênticos?

Dra. Clarissa Japiassú – No momento não conheço evidências científicas de que seu uso apresente melhores resultados que os hormônios convencionais. Além disso, esse termo vem sendo confundido com hormônios manipulados. Estes também são produzidos de maneira artificial e sofrem alterações em sua estrutura química. Além disso muitos manipulados não são controlados pela vigilância sanitária, ao contrário dos fabricados pelos laboratórios.

Aurélia Guilherme – Existe alguma contraindicação para a terapia de reposição hormonal?

Dra. Clarissa Japiassú – Sim. Pacientes com história de câncer ginecológico, tromboembolismo, doenças hepáticas e cardiovasculares graves e sangramento uterino anormal sem causa diagnosticada.

Aurélia Guilherme – Além dos hormônios sexuais, há necessidade de se repor algum nutriente, como o cálcio, por exemplo?

Dra. Clarissa Japiassú – Depende do resultado dos exames de rotina. O ginecologista irá repor nutrientes e vitaminas se os exames laboratoriais e de densitometria óssea apresentarem deficiência. Densiometria é o exame de pesquisa da osteoporose.



Aurélia Guilherme – E quanto à secura vaginal. Como reverter esse dissabor?

Dra. Clarissa Japiassú – Também há a Terapia Hormonal em forma de creme vaginal.

Aurélia Guilherme – Como deve ser o acompanhamento ginecológico depois da menopausa?

Dra. Clarissa Japiassú – Esse acompanhamento é importante! É necessário manter o acompanhamento anual para realizar os exames de rotina (Papanicolau, ultrassons, ex laboratoriais, mamografia e densitometria óssea).
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