Tratamentos para o Câncer de Próstata

A seguir, o Urologista Alexandre Sávio de Freitas fala sobre os principais tratamentos para o Câncer de Próstata e os efeitos de cada um deles, até mesmo na sexualidade masculina. Confira:

Tratamentos para o Câncer de Próstata - câncer de próstata - urologista em Goiânia - doutor Alexandre Sávio

“Nos casos em que o tumor está restrito apenas na glândula, o médico pode indicar três tipos de tratamentos para o Câncer de Próstata: a Prostatectomia Radical, a Radioterapia e a Braquiterapia:

  • Prostatectomia Radical – É o tratamento mais usado e mais indicado na maioria dos casos e trata-se de uma cirurgia em que se realiza a retirada total da próstata;
  • Radioterapia – É um tratamento externo, dividido em sessões e realizado através de múltiplas aplicações de um feixe concentrado de irradiação que incide sobre a próstata;
  • Braquiterapia – Consiste na aplicação direta de várias agulhas na próstata doente, por onde sementes radioativas são inseridas dentro da glândula.

A Prostatectomia Radical, representa um benefício terapêutico maior de cura, cerca de 10% a 15% a mais. Já a  Radioterapia e a Braquiterapia são as alternativas mais simples de tratamento. Entretanto, a má notícia é que, qualquer um dos três métodos pode causar impotência sexual. Além disso, nos casos da cirurgia, todos os homens submetidos a esse método de tratamento se tornarão inférteis. Por isso, aqueles que ainda pretendem ter filhos devem congelar o sêmen, para que no futuro, seja possível fazer uma fertilização artificial.

Quanto à Impotência, uma cirurgia dessa natureza pode seccionar os nervos que ficam ao lado da próstata, responsáveis pela ereção. Há mesmo um risco disso acontecer. Depende da habilidade do cirurgião, da técnica utilizada, da localização do tumor e de sua gravidade. Estima – se que, pacientes acima dos 65 anos de idade, têm cerca de 30% de chance de voltar a ter o mesmo nível de ereção que tinham antes da cirurgia. Já os homens mais novos, abaixo dos 60 anos de idade, têm de 60% a 70% de chances de voltar ao normal.

No começo, haverá uma certa dificuldade de ereção e de orgasmos, mas eles logo voltarão a acontecer. Vale ressaltar que, mesmo recuperando a ereção e o orgasmo, esses pacientes não vão mais ejacular. Isso acontece porque o sêmen provêm da próstata e das vesículas seminais que foram removidas durante a cirurgia. Dessa forma, esses pacientes passarão a ter orgasmo “a seco”.

No caso dos pacientes que apresentarem problemas de ereção, essa sequela pode ser resolvida através de medicamentos orais, injeções aplicadas diretamente no pênis pouco antes do ato sexual ou até mesmo a implantação de próteses penianas.”

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