Um passeio pelo Caminito, museu a céu aberto de Buenos Aires

Nada como viajar e conhecer lugares novos, desses que te encantam pela mistura de história, cores e movimentações peculiares. Elementos que, unidos, nos dão a sensação de estar em outra atmosfera. A jornalista Victoria Acerbi, percorreu alguns lugares de Buenos Aires e registrou momentos, através de seu próprio olhar. Acompanhe esse ensaio fotográfico, altamente colorido, realizado nas ruas de Caminito – um clássico ponto turístico da capital argentina e, hoje, reconhecido mundialmente.

Por Victoria Acerbi

“Antes de embarcar no charme de Caminito, pincelemos um pouco de sua história. Caminito é considerado um museu a céu aberto, localizado no tradicional bairro La Boca. Um típico reduto de imigrantes, principalmente italianos, em que a arte futebolística é uma realidade cotidiana; lá está localizado o clube e o estádio do Boca Juniors, reconhecido como uma verdadeira paixão entre os moradores. Um dos lugares mais visitados por turistas na capital argentina, também é uma das áreas mais pobres da cidade.

Na área onde hoje está Caminito, em 1898, passava uma linha de trem. Um tempo depois, em 1928, a ferrovia foi desativada, e o terreno abandonado. Em 1950, um grupo de moradores – dentre os quais estava o famoso pintor Boca Quinquela – decidiu restaurar o terreno. Quinquela batizou uma das rua como “Caminito”, título do popular tango de 1926, de Peñalosa e Filiberto. Ao passeio, foram somando-se as doações de diferentes artistas e em 1959, Caminito foi, finalmente, transformado em um museu a céu aberto e sem portas.

As casas do Caminito são conhecidas como “Conventillos”. Típicas do imigrantes genoveses, do final do século XIX, elas foram pintadas de várias cores, já que foi usada a tinta que restou das oficinas do porto. As condições de vida nos “conventillos” são ruins e, hoje em dia, alguns deles, foram transformados em lojas de souvenirs para visitação.

As famosas plaquinhas metálicas, pintadas carinhosamente pelos artesãos argentinos. “A única luta que se perde é a que se abandona”, já dizia Che Guevara

 

Artesanato para todos os gostos

 

As casas típicas de Caminito, em miniaturas para ímã de geladeira

 

Os verdadeiros “Conventillos”

 

 

Miniaturas metodicamente construídas com alguma mensagem que o conjunto da obra transmite

 

La Boca respira o futebol

 

Artes meramente reais em galerias de Caminito

 

A mistura de cores que adoça os olhos

 

A arte e doçura de Guillermo, talentoso artista que pinta cenários típicos de Buenos Aires

 

Miudezas antigas compõe por si só um cenário charmoso dentro de uma galeria de Caminito

 

O sanfoneiro que parecia voar com a sonoridade suave que propagava

 

A arte imita a vida, também em Caminito

 

Meninas que visitavam o Caminito com sua turma da escola e professores

 

Impacto nas paredes de Caminito

 

Corredor vivo em uma galeria de La Boca

 

Ponto crucial do Caminito

 

O charme do tango ilustra por si só Caminito, tradicionalmente conhecido pela dança

 

A cartomante de Caminito, misteriosa que só

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