Vírus H1N1 – A gripe suína está de volta

Esse ano, o vírus H1N1 veio com força total e invade o Brasil se dissipando rapidamente. Em ambientes fechados, um simples espirro, tosse ou um toque das mãos em superfícies infectadas são suficientes para contrair essa gripe. Há riscos de morte, caso não sejam tomadas as precauções necessárias.

Vírus H1N1 - A gripe suína está de volta

Idosos, as crianças pequenas, asmáticos e gestantes têm maior vulnerabilidade. Embora a vacina não nos dê 100% de garantia, ela é um importante fator de prevenção

Vírus H1N1 

O Vírus H1N1 foi detectada pela primeira vez, no México, há pouco mais de 1 década, com grande velocidade de disseminação. Uma pessoa infectada, transmite a gripe suína, quando fala, espirra ou tosse. Um simples aperto de mão ou qualquer outro toque infectado, como a maçaneta de uma porta, transmitem o vírus.

É importante evitar o contato com outras pessoas, principalmente em ambientes fechados ou em aglomerações. Em qualquer caso, evite levar as mãos aos olhos, ao nariz e à boca e, lave-as sempre com sabão ou álcool gel. Cubra a boca, quando for tossir ou espirrar. Na entrevista à seguir, a pneumologista Roseliane Araújo esclarece alguns aspectos importantes da doença. ´Vê-se um total despreparo das autoridades para conter a epidemia. Portanto, é importante ter a informação correta para prevenir e tratar os sintomas, evitando suas complicações:

Dra. Roseliane Araújo | Pneumologista

Dra. Roseliane Araújo, Pneumologista, CRM – GO 16281

Aurélia Guilherme – Não há como diferenciar os sintomas do H1N1, dos sintomas de uma gripe qualquer?

Dra. Roseliane Araújo – Os sintomas do H1N1 são mais intensos. O paciente tem febre alta, tosse, dor muscular, dores de cabeça e de garganta, coriza e irritação nos olhos e nos ouvidos. Ele também pode sentir  falta de ar e dor no tórax. Não há motivo para pânico, porém deve-se tomar a vacina. Essa gripe pode até levar à morte. Idosos, as crianças pequenas, asmáticos e gestantes têm maior vulnerabilidade. Deve-se seguir as recomendações de higiene citadas anteriormente. Embora a vacina não nos dê 100% de garantia, ela é um importante fator de prevenção.

Esta, é uma gripe, do tipo A. Se inicia de repente, se manifestando de forma bem marcante. Em um resfriado, tudo é mais brando. O vírus H1N1 pode também rapidamente levar à falta de ar, com complicações no pulmão e potencial risco de desenvolvimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Por isso, todo o cuidado é pouco.

Mas não há necessidade de pânico, uma vez que, na maioria dos casos, a doença tem curso autolimitado. Porém, a vacinação, embora não nos garanta total imunidade, é extremamente importante. Atenção maior àqueles que estão nos grupos de risco, como os idosos, as crianças, as gestantes e os asmáticos.

Aurélia Guilherme – Como evitar as complicações dessa gripe?

Dra. Roseliane Araújo – O paciente deve se manter mais quieto, em repouso, beber muito líquido, se alimentar bem, não fumar ou beber álcool. É recomendável um certo isolamento, evitando pronto socorros ou hospitais, ao menor sinal de resfriado. A baixa imunidade expõe ainda mais o paciente à outras doenças. Mas, os casos em que a suspeita do vírus H1N1 é maior, deve-se procurar um médico imediatamente. Em alguns casos, será preciso utilizar medicamentos antivirais, mas com prescrição do especialista.

Aurélia Guilherme – A vacina protege a pessoa apenas do vírus H1N1?

Dra. Roseliane Araújo – Na rede pública temos a vacina trivalente, que protege contra as gripes A (H1N1), A (H3N2) e um tipo B. Na rede privada, a vacina é quadrivalente e oferece uma proteção a mais para o tipo B. Para o reforço de uma segunda vacinação, deve-se dar um intervalo de um mês após a primeira dose. Essas vacinas não são eficazes para outros tipos de gripe. 

Na rede pública, a vacinação é gratuita. Seus efeitos surgem em 3 ou 4 semanas e se mantêm ativos por até 8 meses. Recomendo a vacinação em toda a temporada de gripe. Apenas os bebês menores de 6 meses, portadores da Síndrome de Guillain-Barré e quem já teve reações anafiláticas em aplicações anteriores ou tem reações alérgicas graves a ovo (a vacina contém proteínas do alimento), devem evita-la.

Aurélia Guilherme – Muitas pessoas já se queixaram, em temporadas anteriores, de apresentarem “reação” à vacina. Qual a sua opinião sobre isso?

Dra. Roseliane Araújo – As queixas são apenas referentes à dores locais e mal estar e não acontecem em todas as pessoas. É muito mais importante estar imune.

Aurélia Guilherme – Quem já teve a gripe H1N1 está imune à esse tipo de vírus?

Dra. Roseliane Araújo – Por um certo tempo, que varia em cada paciente, sim. Mas, depois, pode contrair novamente a doença. 

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